— Como foi hoje? — Meu pai me empurrou para uma cadeira à sua frente e acenou para a Ômega que trouxe os pratos. — Obrigado, Manda.
— Obrigada, Manda. — Sorri para a garota, que abaixou a cabeça e saiu. Voltei-me para meu pai. — Foi tão bom quanto o esperado.
— O que significa que não foi nada bom.
Apontei para ele e assenti.
— Exatamente.
— O que aconteceu? — Ele começou a comer, e eu contei sobre o dia.
— Começamos com corrida, e até aquelas que já tinham se transformado estavam...
— Fracas? — Meu pai sugeriu, gesticulando com a faca.
— Patéticas. — Respondi. Então, cortei meu bife e quase gemi de prazer com a primeira garfada. — Mal completaram duas voltas antes de estarem ofegantes. Depois chamei todas e começamos a conversar sobre o que estava acontecendo.
— E...
— E então algumas começaram a questionar a ideia de comandar outras lobas. Então, resolvi argumentar e provar meu ponto.
— Que ponto? — Meu pai focou completamente em mim, e eu fiz uma careta. Talvez ele não concordasse com minha decisão.
— Elas queriam se esconder atrás do Conselho, mas hesitaram quando eu disse que o que estavam fazendo também ia contra nossas leis. — Rosnei, pensando no que tinham dito. — Então, mandei que todas fizessem polichinelos enquanto passamos interrogando uma por uma. As que eram inocentes, foram liberadas de imediato.
— E as que não eram? — Meu pai se recostou e eu larguei os talheres.
— Deixei que continuassem pulando até entenderem a mensagem.
— Quantas delas acabaram vomitando?
— Só uma. — Quase sussurrei essa última resposta. Mas meu pai apenas riu.
— Você faz o que tem que fazer, querida. Dei carta branca pra você lidar com as mulheres, e falei sério quando o fiz. — Peguei meus talheres de volta e continuei comendo. — E agora, você vai me dar trabalho amanhã de manhã também?
Revirei os olhos e olhei para ele.
— Eu nem entendo o que estou fazendo.


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