— Você acha que eu ainda tenho medo daquele velho, o Djalma Martins? Eu te aviso: se você ousar mandar alguém me intimidar, eu vou com tudo. Posso não tirar sua vida, mas não vou te perdoar facilmente!
Bianca avançava passo a passo.
Liliane Martins encolheu-se no canto.
Ela não tinha mais para onde fugir.
— O que você quer fazer... não se aproxime... não se aproxime... buááá...
— Socorro! Papai, mamãe! Socorro! Socorro!
— Não me mate! Não! Não... buááá...
Liliane Martins estava aterrorizada.
Seu corpo inteiro tremia.
Bianca rangeu os dentes.
Ela nunca foi flor que se cheire; sempre foi uma mulher implacável.
Ela ergueu o martelo e golpeou com força!
Bang!
Ouviu-se o som de ossos se partindo.
— Ah!!!! — Liliane Martins soltou um grito agonizante!
Seu braço foi inutilizado pelo golpe de Bianca.
— Minha mão... minha mão... buááá... buáá... — Liliane Martins estava quase desmaiando de dor.
Ao verem a cena, os dois homens tremiam no chão.
Clang —
Bianca jogou o martelo para o lado e olhou para os dois grandalhões.
— Levem-na daqui! Se ousarem voltar à minha casa, eu mato vocês! — Disse Bianca, com voz severa.
Os dois homens não se importavam com Liliane Martins, mas ela era a patroa deles.
Ambos lutaram para se levantar, ergueram Liliane Martins e a levaram embora.
— Diretor Domingos. — A guarda-costas olhou para Isaque Domingos.
— Alana, espere lá fora por mim! — Ordenou Isaque Domingos.
— Sim.
Isaque Domingos não olhou para Bianca, mas examinou o cômodo.


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