— Então foram vocês! Por que me trouxeram aqui? — Perguntou Bianca.
Catia Silva avançou e desferiu um tapa no rosto de Bianca.
— Sua vagabunda, como você pôde ser tão cruel a ponto de quebrar o braço da Liliane? Você é humana? Como teve coragem de fazer isso?
— Humpf! Coragem não me faltou. O fato de eu não ter tirado a vida dela já foi um ato de bondade! — Retrucou Bianca com voz ríspida.
Se falavam em crueldade, Liliane Martins e Catia Silva eram muito piores.
Elas chegaram ao ponto de enviar homens à casa dela para violentá-la; aquilo sim era abominável!
— Buááá... Marido, olhe só para isso! Ela ainda é arrogante. Mesmo que a nossa Liliane tenha errado, ela não tinha o direito de inutilizar o braço dela! E se ela ficar com sequelas? O que será do futuro dela?
Djalma Martins encarou Bianca fixamente.
— Você ainda não se arrependeu?
— Me arrepender? Ha! Eu não fiz nada de errado, por que deveria me arrepender? Por acaso me trouxeram aqui hoje para que eu me confesse?
— Esse seu temperamento horrível é igual ao da sua mãe, uma completa falta de educação!
Ao ouvir menção à sua mãe, Bianca sentiu o sangue ferver.
Todas as mágoas acumuladas ao longo dos anos vieram à tona.
— Que direito você, seu canalha, tem de falar da minha mãe? Afinal, minha mãe foi sua esposa legítima. Quando você não tinha nada, foi ela quem o apoiou e esteve ao seu lado para construir tudo. Quem diria que, depois de enriquecer, você se juntaria a essa amante, a Catia Silva, e expulsaria a mim e a minha mãe de casa? Você é um ingrato.
— Você não tem ideia da vida que levamos todos esses anos. Você não merece ser chamado de pai e muito menos tem o direito de mencionar o nome da minha mãe!
Djalma Martins sentiu o estômago doer de tanta raiva.


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