— Mãe, a senhora ainda me culpa? Isso é erro meu?
A mãe de Ayrton, de pijama e braços cruzados, bufou.
— Se não é sua culpa, é de quem? Nossa família teve um azar tremendo em deixar você entrar. Meu filho estava ótimo com a Clara. Se você não tivesse se intrometido, não estaríamos nessa situação. Você colhe o que planta! Nada de bom vem de você!
Dito isso, a sogra voltou para o quarto.
— Ah! — Catarina gritou de raiva.
Aquela era, sem dúvida, a pior noite de núpcias de todas.
O marido quase a matou e fugiu. A sogra a tratava com desprezo. Ela ia explodir de ódio.
De volta ao quarto, ela ligou novamente para Adelina Gomes.
Adelina atendeu, sonolenta com o toque repentino.
— Mãe, não aguento mais nem um segundo. Você não sabe o quão horrível o Ayrton foi. E aquela velha, minha sogra...
— Chega! — Interrompeu Adelina, impaciente.
— É o primeiro dia e você já está fazendo escândalo? É madrugada, eu preciso dormir. Foi você quem escolheu isso. Agora aguente. Não me amole!
Adelina desligou o telefone na cara dela.
Catarina viu que nem sua própria mãe lhe dava atenção e ficou ainda mais furiosa.
...
Mansão da família Martins.
Bianca Martins chegou em casa e notou a expressão tensa dos empregados.
Percebendo algo errado, correu para o andar de cima.
— Este quarto é meu! Joguem as coisas daquela vagabunda fora! Joguem tudo fora! — Liliane Martins estava de volta.

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