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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 734

Os feridos não tinham o direito de gemer.

Qualquer som atrairia punições ainda mais cruéis.

O grupo era formado por cerca de trinta indivíduos.

Helena analisou cada rosto com atenção.

Tereza não estava entre eles.

O paradeiro da amiga continuava um mistério.

Mais de dez capangas armados com metralhadoras cercavam o perímetro.

Ninguém ousava mover um músculo sequer.

Após o término do sermão do gerente, todos foram obrigados a gritar palavras de ordem.

— Para vencer, é preciso enlouquecer!

— Para vencer, é preciso enlouquecer!

O tom inflamado dos gritos faria qualquer um acreditar que se tratava de um exército prestes a marchar para a guerra.

Em seguida, os prisioneiros veteranos dirigiram-se aos seus postos.

O trabalho compulsório começava sem sequer uma refeição matinal.

— Vocês aí, venham comigo. — Ordenou um capanga, apontando para Helena e outros novatos.

Como haviam acabado de chegar, precisavam passar pelo bizarro treinamento de integração do local.

O grupo de cinco foi encaminhado a uma sala.

Eles receberam cartilhas contendo instruções e discursos elaborados para aplicar golpes.

— A partir de agora, este é o seu trabalho. Ouçam bem: tentativas de fuga são proibidas. Vocês só estarão livres quando atingirem as metas e quitarem a dívida com a nossa empresa!

Ao ouvir a menção sobre uma possível libertação, um homem ao lado de Helena questionou.

— Isso é sério? Nós realmente poderemos ir embora?

— Com certeza, a nossa empresa cumpre com a palavra. Mas a condição é clara: vocês devem alcançar as metas e pagar o que devem!

— E qual seria o valor da nossa dívida? — Insistiu o homem.

O gerente lançou-lhe um olhar de desprezo.

— Neste exato momento, cada um de vocês nos deve um milhão.

Até Helena ficou estupefata.

O simples fato de entrar pelas portas já resultava numa dívida astronômica de um milhão.

Que nível absurdo de tirania!

O homem demonstrava total confusão.

O gerente mirou as recém-chegadas.

— Venham comigo, quero que vejam algo.

As prisioneiras foram conduzidas a uma câmara de tortura.

Antes mesmo de entrarem, já era possível escutar os gritos dilacerantes.

Ao passarem pela porta, depararam-se com uma sessão de espancamento.

O homem de minutos atrás estava coberto de sangue.

Ele se contorcia no chão, clamando por misericórdia.

— Eu não faço mais! Por favor, me soltem! Eu prometo que nunca mais farei isso!

Por mais que ele implorasse, suas palavras caíam em ouvidos moucos.

Os algozes continuavam o castigo impiedosamente.

Em meio à barbárie, Helena avistou Emília.

Provavelmente por não ter batido as metas, ela também jazia ensanguentada no chão frio.

As garotas ingênuas tremiam incontrolavelmente diante de tamanha atrocidade.

Helena, por sua vez, observava a cena com uma frieza inabalável.

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