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Destinos Entrelaçados: Renascida Após Ser Esquartejada romance Capítulo 815

— Na verdade, nós nunca pedimos dinheiro emprestado a eles. Há cinco anos, ela veio aqui em casa arrumar confusão. O chão do pátio estava escorregadio por causa da chuva, e ela acabou caindo e quebrando a perna. Depois, exigiu que a gente pagasse. O conselho da cidade até interveio e disse que, como o acidente foi na nossa casa, a responsabilidade era nossa, e que tínhamos que pagar 50 mil reais pelas despesas médicas.

— Nós não tínhamos esse dinheiro na época, então assinamos uma promissória. Todos esses anos, a nossa condição financeira tem sido terrível. O pouco dinheiro que a minha mãe ganhava, ela usava para pagar a minha faculdade. Mas quem diria que, com o passar dos cinco anos, com juros sobre juros, ela faria a dívida chegar a 100 mil reais.

Foi há alguns dias que Iracema soube que a mãe estava à beira da morte e correu de volta para casa.

Descobriu que Nádia Silva nem sequer conseguia sair da cama. Insistiu para levá-la ao hospital, mas, assim que a velha sentiu uma leve melhora, exigiu voltar para casa, dizendo que os custos da internação eram muito caros.

E hoje, Sheila apareceu para obrigá-la a casar. Nádia Silva, já gravemente doente, não resistiu à humilhação e morreu de raiva.

Durante os últimos dois dias, Helena ficou na Cidade R para ajudar Iracema com o enterro da mãe.

— Iracema, não fique assim. — consolou Helena.

A culpa era dela. Tinha chegado tarde demais. Se tivesse se informado sobre a família de Iracema mais cedo, talvez as coisas fossem diferentes.

— Agora, eu estou completamente sozinha no mundo. — soluçou Iracema, em silêncio.

Sua única mãe tinha partido.

— Você não me tem? De agora em diante, eu serei a sua família. A gente precisa continuar olhando para frente. Se a sua mãe soubesse, com certeza iria querer que você vivesse feliz.

Iracema assentiu e começou a limpar as coisas da mãe.

Helena também ficou no quarto, ajudando-a a arrumar tudo.

De dentro de um guarda-roupa, Helena tirou uma pilha de roupas antigas que pertenciam a Nádia Silva, para separá-las.

De repente, do meio das roupas, uma foto caiu no chão.

Helena se abaixou para pegá-la. Ao olhar para a imagem, suas pupilas se contraíram. Até a ponta dos seus dedos começou a tremer.

Aquele... era o Quatro!

Era exatamente igual ao Quatro!

Nem sequer sabiam o sobrenome dele. Entre eles, só usavam codinomes.

Houve apenas uma vez, em um acidente, que Helena vislumbrou o verdadeiro rosto do Quatro.

Mas apenas com aquela imagem na memória, era impossível rastrear a família dele.

Iracema se parecia muito mais com o pai dela. Não tinha os traços do Quatro.

O Quatro, por sua vez, havia herdado as feições da mãe, Nádia Silva.

Ao ver a foto, Helena teve a certeza absoluta: Iracema era parente do Quatro.

A pessoa cuja família eles haviam passado anos procurando esteve o tempo todo ao seu lado.

— Helena, não é a foto do meu irmão? Aconteceu alguma coisa? — perguntou Iracema mais uma vez.

Helena respirou fundo, tentando trazer a mente de volta à realidade. — O que você disse? Esse é o seu irmão?

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