Tereza desceu do carro imediatamente para inspecionar a área.
Ao lado, um guincho já estava posicionado para levar a Ferrari destruída!
— Parem com isso agora! O que aconteceu aqui? Como o meu carro ficou nesse estado? — exigiu Tereza.
Um dos empregados se aproximou rapidamente.
— Senhorita Tereza, que bom que a senhora voltou! A senhorita Malta trouxe um bando de gente para cá e fez a maior algazarra na casa. Para piorar, pegou o carro que o presidente te deu sem pedir e olha só como deixaram a frente dele.
— O quê? A Antonieta Malta trouxe pessoas para a minha casa?! — Tereza estava incrédula.
Ela achava que Antonieta Malta tinha convidado os colegas para a própria casa, para o seu próprio apartamento.
Como ela teve a audácia de trazê-los para a mansão dos Freitas?!
— Mas que história é essa? O que a Antonieta está fazendo na minha casa?
— Senhorita Tereza, quando a senhorita Malta chegou à Cidade Capital, a patroa ajeitou um quarto para ela ficar aqui na mansão, dizendo que facilitaria para o mordomo Bruno cuidar da filha.
Tereza: "..."
Então era isso! A Antonieta Malta estava usando a casa dela para se exibir!
E a sua mãe nem se deu ao trabalho de avisar que a impostora estava morando ali debaixo do seu teto!
Se soubesse disso, nem teria feito hora extra hoje. Teria vindo direto para esfregar a verdade na cara dela!
— E o tio Bruno não faz nada?
O empregado suspirou.
— O mordomo Bruno tentou impedir, sim. Mas parece que... ele não tem controle nenhum. A senhorita Malta tem um gênio terrível e ele não consegue segurá-la.
— Hmph! Pelo visto, eu mesma vou ter que dar uma lição nela!
A paciência de Tereza evaporou.
Fingir ser rica no escritório usando o sobrenome alheio já era patético, mas trazer a sua corja para dentro da sua casa e transformar tudo num caos? Inaceitável.
E aquele era um de seus carros favoritos, reduzido a sucata.
— Verifiquei a garagem. Tirando um pouco de lixo que deixaram no chão, os outros carros estão intactos. — informou Iran Alves, aproximando-se.
E, para a sua fúria absoluta, viu pessoas pisando nos seus sofás caríssimos com os sapatos sujos.
Que audácia!
Eles achavam que estavam onde? Num boteco de esquina?
No centro de tudo, Antonieta Malta recebia bajulações de todos os lados, erguendo o queixo como se fosse a realeza em pessoa.
— Parem! O que vocês estão fazendo aqui?! — a voz de Tereza cortou a música.
Todos congelaram e olharam para ela.
Hector Domingos foi o primeiro a se recuperar. Com um sorriso de escárnio, caminhou na direção dela.
— Olha só, se não é a Tereza Souza! Você não passou o dia dizendo que não vinha? Por que apareceu aqui de fininho? Que dissimulada!
— Cala a boca, Hector Domingos! Para a sua informação, a casa é minha! Eu venho e vou na hora que eu bem entender! O que você tem a ver com isso? Agora trate de dar o fora daqui!
— Acho que a sua esquizofrenia atacou de novo, né? Primeiro você tentou roubar o vestido da Antonieta. Agora está dizendo que a mansão inteira da família Freitas é sua? Você não é só invejosa, você é louca de pedra!

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