Rafael estava verdadeiramente enfurecido. Havia um peso de autoridade inquestionável em sua voz ao falar.
Cristiano, Eduardo e suas esposas engoliram em seco. Sem razão alguma a seu favor, não tinham nem coragem de encará-lo.
Afinal de contas, a família de Rafael, de fato, não havia recebido um centavo sequer.
— Muito bem, já terminei de comer. Ficamos assim.
Dito isso, Rafael levantou-se, deu alguns passos em direção à porta e depois se virou para olhar a mansão mais uma vez.
— Já que vocês acham que esta velha mansão traz azar por ter abrigado gente morta e já decidiram vendê-la, arranjem um tempo para se mudarem logo. Cuidem-se!
Com essas últimas palavras, Rafael virou as costas e foi embora com sua família.
A segunda e a terceira família ficaram com um gosto amargo na boca, mas ninguém ousou proferir uma única palavra.
A culpa era do coração podre e ganancioso deles mesmos, que não cogitaram dividir nem uma fração do dinheiro com a família do irmão mais velho.
Rafael havia chegado até a pensar que, se os irmãos tivessem considerado os laços de sangue e repassado alguma pequena parte da herança, ele poderia até dar um suporte a eles no futuro.
Infelizmente, a verdadeira face egoísta e interesseira deles havia se revelado completamente.
A sua bondade não seria atirada aos cães.
No momento em que o carro deixou a velha mansão, Rafael olhou para trás pelo vidro.
A Velha Senhora se foi, e a família se despedaçou.
A velha mansão não seria mantida, e o Grupo Gomes... provavelmente também não sobreviveria por muito tempo.
Mas nada daquilo tinha mais relação com ele!
Afinal, ele nunca havia aproveitado os frutos de nada na vida.
A culpa era da Velha Senhora, que, mesmo à beira da morte, ainda encontrou um jeito de tentar usá-lo!
-
Grupo Freitas.
Alguns dias se passaram.
Durante esse período, Antonieta Malta não havia dado as caras na empresa. Sua mesa continuava vazia.


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