A cuidadora não teve a menor delicadeza. Puxou-a com brutalidade.
Infelizmente, Helena parecia um cadáver vivo. Não tinha força nenhuma para reagir.
Ela finalmente entendeu o que Daniel sentiu quando ficou paralisado na zona norte. Naquela época, ele deve ter se sentido exatamente assim!
Não, a situação dele deve ter sido ainda mais desesperadora.
A cuidadora a largou de qualquer jeito em uma cadeira. Logo em seguida, duas mulheres entraram carregando grandes maletas.
Sem dizer uma palavra, começaram a maquiá-la e arrumar seu cabelo.
Assim que terminaram a produção, tiraram um imaculado vestido de noiva branco e a ajudaram a vesti-lo.
Helena olhou para o próprio reflexo no espelho e sentiu um frio no estômago. Ela estava começando a entender.
Nesse exato momento, Serena Mascarenhas Silveira entrou no quarto.
Com um aceno desdenhoso de mão, dispensou as funcionárias, ordenando que saíssem.
— Dona Serena, qual é o significado disso? — Helena perguntou, tensa.
Serena a ignorou completamente. Em vez disso, passeou os olhos pelo corpo de Helena, avaliando-a dos pés à cabeça.
— Maravilhosa! Uma beleza natural impressionante. Esse vestido de noiva ficou perfeito em você. Nasceu para usá-lo!
— Helena, você sabe qual é a verdadeira história por trás desse vestido de noiva?
Helena continuou calada, fuzilando-a com o olhar.

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