— E as câmeras de segurança? Algum movimento suspeito por aqui?
— Verifiquei tudo e não há nada. Por isso estou enlouquecendo. Como é possível que eles tenham roubado as nossas criações como fantasmas?
— Mantenha a calma. Deixa eu dar uma olhada.
Helena pegou o celular e começou a digitar freneticamente. Sienna não tinha a menor ideia do que ela estava fazendo.
Tudo o que Sienna podia fazer era ficar ao lado, em silêncio, com medo de atrapalhar.
Após uns dez minutos de pura tensão, Helena guardou o aparelho e ordenou:
— Chame a Elaine Lima aqui.
— Elaine Lima? Você ainda acha que foi ela? Eu a investiguei a fundo. Confesso que eu mesma suspeitei dela antes, mas a mulher tem um álibi perfeito. As imagens das câmeras confirmam que ela sequer chegou perto do meu escritório.
— Só traga ela aqui. Eu tenho os meus métodos para fazê-la abrir a boca.
Sienna imediatamente mandou que chamassem Elaine.
Quando Elaine pisou no escritório, sua postura era idêntica à da última vez: fria, polida e impenetrável.
— Diretora, solicitou a minha presença?
— Elaine Lima, creio que já saiba que o Brisa Forma Studio roubou todos os nossos novos designs. Seja sincera comigo agora: foi você, não foi?
Elaine soltou uma risada carregada de deboche.
— Diretora, da última vez, a senhora já me acusou sem base. Agora me acusa de novo. Fica claro que existe uma perseguição pessoal contra mim. Vai me dizer que a senhora só confia nas palavras dessa estagiária novata?
— Pare de enrolar! Estou fazendo uma pergunta direta e exijo a verdade agora! — esbravejou Sienna, sem paciência.
No passado, Elaine talvez tremesse diante do tom da diretora, mas agora ela tinha um protetor poderoso. O medo não existia mais.
— Não faço ideia do que a senhora está falando. Se o seu único objetivo é me incriminar injustamente, não tenho nada a declarar. A menos que a senhora tenha provas concretas. Caso contrário, isso é difamação pura e simples.
Helena caminhou lentamente até o segurança e fixou o olhar nele. O homem mantinha a cabeça baixa, suando frio.
— Seu nome é Cláudio Silva, não é? O seu histórico completo já está nas minhas mãos, e as coisas que você fez também. Se confessar tudo agora, eu permito que continue na empresa. Mais que isso: te promovo a subchefe da segurança. Mas, se tentar acobertar a verdade... você vai ser enxotado daqui da pior maneira possível.
No puro instinto, Cláudio olhou para Elaine, buscando apoio. Mas tudo o que recebeu foi um olhar ameaçador e mortal.
— Eu... eu não sei de nada. — gaguejou Cláudio, tomando sua decisão.
Helena balançou a cabeça em falsa decepção.
— Que pena. Cláudio, você acabou de jogar fora a chance da sua vida. Depois não diga que eu não avisei.
Sem mais delongas, Helena pegou o controle remoto e apertou o botão de reprodução.
A grande tela na parede do escritório piscou e exibiu um vídeo de segurança claro e cristalino. E a protagonista no centro da imagem era ninguém menos que Elaine Lima.

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