Carolina levou Benjamim Silveira de volta ao quarto nupcial.
Helena já havia trocado de roupa. Seu rosto estava tão frio que exalava uma aura gélida capaz de afastar qualquer um.
— Jovem mestre, não se esqueça de fazer exatamente como eu te ensinei! Ouviu bem? Só assim a esposa será sua. E não importa o que ela pedir, você não pode escutar! Se escutar, vai ficar sem esposa para sempre! — alertou Carolina.
— Tá bom, eu já entendi, Carolina! — respondeu Benjamim Silveira obedientemente.
Carolina deu uma última olhada para Helena antes de sair e fechar a porta.
Benjamim Silveira imediatamente foi para cima de Helena.
— Esposa! Esposa! Eu quero beijinho! Me dá um beijinho!
Dizendo isso, Benjamim empurrou Helena contra a cama e tentou beijar o pescoço dela.
Helena podia sentir a clara mudança física no corpo dele.
Até idiotas tinham desejos?
— Não se mexa! — De repente, Helena puxou uma lâmina de sobrancelha e a pressionou contra o pescoço de Benjamim.
— Esposa, o que você vai fazer? Não pode brincar com faquinha. A mamãe disse que brincar com faquinha faz sair aguinha vermelha. — Benjamim Silveira deu um sorriso bobo.
— Pare de fingir, Benjamim Silveira. Eu sei que você não é idiota.
— Esposa, o que você está falando? Eu não tô entendendo.
— Não está entendendo? Pois escute bem, Benjamim. Se você ousar encostar um dedo em mim esta noite, eu mato você. Para falar a verdade, eu joguei aquele sedativo fora, não entrou uma gota no meu sangue. Eu estou com todas as minhas forças. Basta eu fazer um pequeno movimento, e corto a sua garganta em um segundo!
— Esposa, não faz isso... não machuca o Benjamim, não... — Benjamim Silveira começou a fazer voz de choro.
Mas Helena não tinha paciência para joguinhos.
— Vou contar até três. E não serei boazinha!
— Um. Dois.
— Mas nós já estamos casados. Você é minha esposa agora. — Benjamim deu um sorriso malicioso.
— Você sabe muito bem como esse casamento aconteceu. E eu também sei muito bem o que você quer.
— Ah, é? Então me diga, o que é que eu quero? — perguntou Benjamim, intrigado.
Helena o encarou.
— Você quer a família Silveira inteira. Você quer esmagar a segunda e a terceira ramificação da família. Não... o que você quer de verdade é pisar no Xavier.
— E por que você acha isso? — Os olhos de Benjamim agora tinham um brilho de admiração.
Ao ver isso, Helena teve certeza de que havia acertado em cheio.
— A atual fortuna da família Silveira pertencia originalmente à família Mascarenhas. Você é o verdadeiro herdeiro. Porém, a segunda e a terceira ramificação ganharam poder, deixando vocês encurralados. Você é ambicioso, quer tomar o controle de tudo e recuperar o que é seu por direito. E, ao mesmo tempo, você odeia o seu pai, Xavier.
— Você é muito inteligente. Não me admira que a minha mãe goste tanto de você.

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