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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 379

Tudo aquilo parecia estranho demais.

Sem dizer uma palavra, Cícero encarou o nada com um olhar vazio. Ele deitou Weleska de volta na cama do hospital com cuidado.

— Não foi culpa sua. Acidentes são inevitáveis para todos. Deite-se e descanse agora.

Cícero disse, sem qualquer alteração no tom de voz.

No fundo, Weleska estava intrigada, mas não tinha outra escolha. Se não se livrasse do “bebê” naquele exato momento, as coisas ficariam muito piores no futuro, quando a barriga já devesse estar aparecendo.

Mas por que Cícero estava agindo daquela forma? Como ele podia ter essa expressão fria depois de ouvir que ela sofreu um acidente e perdeu o filho?

Cícero não deveria estar em pânico e extremamente preocupado com ela? Como ele podia estar tão calmo?

Weleska não imaginou, nem por um segundo, que Cícero havia começado a suspeitar da farsa dela.

Após pensar por um instante, Weleska começou a chorar novamente. Ela segurou a mão de Cícero e usou a outra para abraçar o pescoço dele, puxando-o para baixo, com a clara intenção de pressionar os lábios vermelhos contra os dele.

No entanto, Cícero esquivou-se rapidamente e evitou o movimento.

Cícero levantou-se em silêncio e alisou as roupas que ela havia amassado.

Com o olhar vazio, Weleska disse constrangida:

— Cícero, você está me rejeitando? Por que está agindo assim?

O rosto de Cícero exibiu um traço de culpa quando ele respondeu:

— Seu corpo precisa de repouso absoluto. Vou mandar alguém para cuidar de você. Não pense muito, concentre-se em recuperar sua saúde.

Relembrando o momento anterior, Cícero percebeu claramente que a intenção de Weleska era beijá-lo.

Mas, ao olhar para o rosto dela, ele não sentiu o menor sinal de desejo ou de emoção. Absolutamente nada.

Naquele instante, ele finalmente compreendeu: tudo o que ele sentia por Weleska esse tempo todo era, provavelmente, apenas um sentimento de dívida. Ele acreditava que Weleska havia arriscado a própria vida para salvá-lo, e confundiu essa culpa com amor. Ele achou que deveria amar Weleska e que de fato a amava.

Sua completa ignorância naquela época havia resultado em todas essas consequências.

Embora o amor muitas vezes traga um sentimento de dívida, isso só faz sentido quando, de fato, se ama a pessoa sinceramente.

Para ele, Weleska era apenas uma lembrança pura e inocente, alguém a quem ele precisava retribuir com tudo o que possuía. Ele daria a ela o que quisesse, apenas para compensar um pouco do que lhe devia.

Mas Eduarda era diferente. Eduarda mexia com cada fibra de seu ser a cada instante. Ele se sentia impotente e enfurecido com a rejeição dela; consumido de ciúmes quando percebia outros homens interessados nela; e, ao mesmo tempo, ficava com o coração aquecido e flutuando em devaneios quando ela mostrava um lado doce.

Suas próprias emoções haviam mudado gradualmente de acordo com as mudanças de Eduarda.

Ele costumava achar que sua insatisfação e raiva vinham do fato de que Eduarda queria deixá-lo, acreditando que não cabia apenas a ela decidir o começo ou o fim de tudo.

Capítulo 379 1

Capítulo 379 2

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