— Eles não costumam trabalhar com designers externos? — perguntou Eduarda, um pouco confusa.
— Exatamente — confirmou Pérola. — Essa empresa sempre esteve no topo da nossa lista de desejos, mas, como não costumava abrir espaço para colaborações, nós acabamos deixando essa ideia de lado. Quem diria que agora mudariam de postura? Se você gostou deles, melhor ainda. Vou falar com o Sr. Guerra para fazer o contato.
Eduarda assentiu. De repente, ouviram uma batida na porta do quarto. Ela murmurou um “entre”, e Franklin apareceu, ainda usando avental.
— Eduarda, deixa os desenhos para depois — disse ele, sorrindo. — Desce para jantar primeiro. Preparei aquele prato que você adora.
Do outro lado da tela, Pérola abriu um sorriso malicioso, cheia de curiosidade, embora só pudesse ver Eduarda.
— Está bem, vou me trocar e já desço — respondeu Eduarda.
Franklin assentiu com um sorriso e fechou a porta.
A expressão de Pérola na videochamada era de pura curiosidade.
— Mana, o que está rolando entre você e o Franklin? Vocês parecem até um casalzinho, morando juntos e tudo...
— Ai, Pérola, para com isso! — interrompeu Eduarda, sentindo o rosto esquentar. — Não tem nada a ver com o que você está pensando...
Pérola parecia ter percebido a timidez da amiga.
— Será que não tem mesmo? Porque eu estou achando que tem, sim. Vocês vivem sob o mesmo teto, convivem o dia inteiro... É natural que algum sentimento apareça, né? Me conta logo: em que pé vocês estão?
Eduarda deu uma risada suave e balançou a cabeça, respondendo em tom divertido:
— Desde quando você ficou tão íntima dele para chamar pelo primeiro nome com tanta naturalidade e ainda fofocar sobre a sua própria amiga?
— Ah, isso é normal! Você é como uma irmã para mim, e já que ele mora com você, é como se fosse da família. Vai que, no futuro, ele vira meu cunhado oficial? — brincou Pérola.
Eduarda sorriu de leve, olhou para o relógio e decidiu encerrar o assunto.
— Chega de bobagem por hoje. Vou descer para comer. Vá cuidar do seu trabalho também.
— Tá bom, tá bom. Tchau, mana! A gente se fala depois! — despediu-se Pérola, encerrando a chamada.
Eduarda se levantou e foi até o guarda-roupa pegar a roupa confortável que costumava usar em casa — um conjunto simples de calça e blusa de algodão cinza. No entanto, depois de encarar a peça por alguns segundos, resolveu devolvê-la ao cabide. Em vez disso, escolheu um vestido leve e elegante. Depois de se trocar, desceu as escadas.
Franklin estava colocando os pratos na mesa quando a viu. Ele parou por um instante, notando a mudança.
— Por que você se arrumou tanto só para jantar? — perguntou.
Sem parar o que estava fazendo, continuou se movimentando entre a cozinha e a sala de jantar. Eduarda pensou em se aproximar para ajudar, mas Franklin tocou de leve em seus ombros e a conduziu até a cadeira.


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