— Além disso, eu realmente te acho uma excelente profissional. Da última vez que nos vimos, não tivemos chance de conversar direito e confesso que fiquei desconfiada de você. Mas, se você teve coragem de me avisar hoje, isso mostra que tem bom caráter. Quero você como amiga e também quero trabalhar ao seu lado. Então, por favor, não diga não.
Sabrina ainda tentou recusar com algumas palavras, mas, diante da empatia genuína de Eduarda, acabou cedendo aos poucos com um aceno de cabeça:
— Muito obrigada pela ajuda.
Para deixá-la mais à vontade, Eduarda brincou:
— Imagina. Eu pesquisei um pouco e vi que você tem bastante influência na moda local. Eu sou só uma estrangeira aqui, então vou precisar muito da sua ajuda. Espero poder contar com você no futuro.
Comovida, Sabrina abraçou Eduarda com força, e ela retribuiu com carinho.
Durante o abraço, Eduarda ergueu os olhos e, à distância, encontrou o sorriso de Franklin voltado para ela. Por um instante, uma sensação acolhedora a envolveu. A vida estava sendo boa com ela naquele momento.
Embora ainda sentisse dores recorrentes no corpo e lutasse contra as inflamações internas deixadas pelas sequelas daquele grave acidente, parecia que os céus finalmente estavam a seu favor, colocando pessoas sinceras e bondosas em seu caminho.
Eram sentimentos que ela nunca tinha experimentado. Ao revisitar mentalmente os últimos seis anos, mal conseguia se lembrar de momentos de verdadeira alegria. Afinal, um casamento forçado com alguém que não a amava jamais poderia trazer felicidade. Pela primeira vez, ela sentia que estava provando o gosto de uma felicidade genuína, proporcionada pelas pessoas ao seu redor.
As duas se soltaram, retomaram seus drinques e passaram a conversar sobre coisas leves do dia a dia.
Sabrina pegou o celular para mostrar fotos dos filhos. Eduarda elogiou, animada, os dois lindos meninos mestiços que sorriam na tela.
— Apareça lá em casa qualquer dia desses! Meu marido cozinha muito bem, e os pratos típicos dele são deliciosos. Você precisa experimentar — convidou Sabrina calorosamente.
Eduarda assentiu:
— Combinado. Lá em casa a gente acaba fazendo muita comida do nosso país, então ainda quase não experimentei os pratos daqui.
Sabrina lançou um olhar para Franklin e depois para a amiga:
— Vocês pretendem se estabelecer aqui de vez? E há quanto tempo estão casados?
Ela já tinha assumido que os dois formavam um casal, mas se surpreendeu quando Eduarda balançou a cabeça em silêncio.
— Não somos casados. No momento, somos só amigos — respondeu.
Sabrina estranhou:
— Sério? Eu jurava que tinha entendido tudo certo. Vocês formam um casal tão bonito, têm tanta química... é exatamente a mesma energia que eu tenho com o meu marido.
— Acha mesmo? — Eduarda pegou o copo e mexeu a bebida de leve.
— A gente ainda não definiu nada, por enquanto...
A timidez a pegou de jeito, e suas bochechas ficaram rosadas.
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