Weleska não conseguiu se conter e a atacou de imediato:
— Você está toda confiante assim por quê? Foi atrás do Cícero pelas minhas costas? O que existia entre vocês já acabou! Mete isso na cabeça e não tente nenhuma loucura!
Weleska sentia um medo doentio de que Eduarda e Cícero tivessem uma recaída. Afinal, eles foram casados e dividiram seis anos da vida.
Quanto mais pensava nisso, mais se arrependia. Se tivesse sido mais cuidadosa, teria controlado cada passo de Cícero. Nunca deveria ter permitido que ele fosse para o exterior sem saber exatamente onde estava e com quem andava. Agora, ela se sentia em desvantagem.
Eduarda ouviu aquele surto inteiro como se estivesse diante da piada mais absurda do ano.
— Weleska, dá para parar de inventar besteira? Eu não sou como você. Não tenho o menor interesse em me meter no relacionamento dos outros — respondeu ela, suspirando, já sem paciência. — E, além disso, por que eu voltaria a me envolver com o meu ex-marido? Eu não sinto absolutamente nada por ele.
Só de pensar em Cícero, Eduarda sentia um cansaço profundo.
Parecia que o azar a perseguia. Ultimamente, tudo o que surgia no seu caminho era gente capaz de lhe tirar a paz. Só de tocar naquele assunto, sua cabeça começou a latejar — e não apenas em sentido figurado. Era uma dor de cabeça real.
Eduarda já estava no limite. Não queria mais desperdiçar tempo nem energia discutindo absurdos com Weleska. Planejava simplesmente virar as costas, procurar Sabrina e ir embora dali o quanto antes.
Mas, ao erguer o olhar de repente, deu de cara com alguém que a observava fixamente, sem piscar.
Damiano, que chegara pouco depois, viu Cícero parado ali e se apressou em dizer, com todo o respeito:
— Sr. Machado, me desculpe o atraso. Acabei chegando depois do horário combinado.
Enquanto falava, percebeu as duas mulheres presentes e também ficou completamente chocado com a cena.

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