Weleska ainda tentou segui-lo, mas Damiano foi mais rápido e a barrou:
— Sra. Castilho, o Sr. Machado realmente precisa resolver assuntos de trabalho agora. O humor dele não anda dos melhores, então eu sinceramente aconselho a senhora a não insistir. Vou acompanhá-la até a sala de espera.
Mas Weleska não estava disposta a permitir que Cícero ficasse sozinho com Eduarda de jeito nenhum.
— Sai da minha frente! Me leva até o Cícero agora, ou depois você vai arcar com as consequências!
Damiano tentou argumentar, tentou acalmá-la, mas Weleska estava irredutível. Sem alternativa, cedeu parcialmente e sugeriu que ela aguardasse na sala de descanso ao lado do escritório da presidência. Só então Weleska aceitou.
Os dois também pegaram o elevador.
Eduarda foi a primeira a chegar ao último andar. Sabrina logo a viu.
— Esperou muito? O presidente ainda não chegou. Acho que vamos ter que esperar mais um pouco — disse ela, segurando a carta de demissão.
Eduarda sorriu com aparente tranquilidade:
— Não tem problema. Eu já o vi. Ele deve estar subindo.
— Quem? O presidente? Você conhece ele? — perguntou Sabrina, curiosa.
Eduarda sorriu, mas havia frustração no rosto:
— Conheço até demais. Se eu soubesse que a empresa era dele, jamais teria aceitado vir aqui.
Sabrina interpretou aquilo da forma mais simples possível:
— Bom, não sei de onde você conhece o presidente, mas ele foi transferido para cá há pouco tempo. Se não me engano, chegou depois de você já ter ido embora, então faz sentido você não saber. Antes era o Igor Gattas quem cuidava de tudo aqui. Desde que o novo presidente assumiu, a empresa melhorou muito. Ele realmente é bem competente...
Sabrina não percebeu as entrelinhas nas palavras de Eduarda. Achou apenas que ela se referia aos acontecimentos recentes.

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