Franklin percebeu o que Eduarda estava pensando e perguntou:
— Está se sentindo pressionada?
Eduarda assentiu:
— Claro que estou.
Para ajudá-la a relaxar, Franklin brincou:
— Você é a Ember. A famosa designer internacional Ember também ficaria nervosa com uma coisa dessas? Isso já devia ser rotina para você, não?
Eduarda percebeu que ele estava brincando.
— A Ember também é gente, e que pessoa não fica nervosa? Além disso, antes de ser a Ember, eu sou a Eduarda. Desta vez, para evitar complicações, a Sabrina planejou que eu participasse primeiro com o meu próprio nome. Se a gente for escolhida, aí sim revela a identidade da Ember. Então, agora, eu sou só uma estilista comum. Faz tempo que essa pequena estilista não lança nada, então ela tem o direito de ficar um pouquinho nervosa, não acha?
Franklin sorriu e comentou:
— Tem razão. Mas eu confio que essa pequena estilista vai conquistar o primeiro lugar do mesmo jeito.
Eduarda sorriu também. Uma rajada de vento frio passou, e ela se encolheu um pouco.
Ao ver isso, Franklin abriu a porta traseira do carro e pegou uma sacola que já tinha deixado ali preparada. Eduarda observou sem entender muito bem o que ele estava fazendo, até que ele tirou um xale e o colocou com delicadeza sobre os ombros dela. Um calor acolhedor a envolveu no mesmo instante, e só então ela percebeu mais uma vez o quanto aquele homem era atencioso.
Eduarda sorriu para Franklin, e os dois entenderam perfeitamente o sentimento um do outro naquele momento.
Ela sempre se surpreendia com a maneira como Franklin resolvia tudo e deixava as coisas organizadas antes mesmo que ela percebesse.
Ao lado dele, parecia que não havia motivo para preocupação, porque ela sabia instintivamente que ele cuidaria bem dela, que com certeza a protegeria.
As pessoas sempre se apegam ao que é gentil e bonito. Ninguém escapa disso.

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