Se antes aquele vestido de cetim branco transmitia uma aura sagrada e etérea, a peça que agora revelava novas tonalidades e reflexos holográficos dignos de um sonho era o que realmente tirava o fôlego.
Em comparação, mesmo repleto de brilho, o vestido coberto de pedrarias de Weleska parecia sem vida, ficando a anos-luz da criação dinâmica e cósmica de Eduarda, que parecia literalmente vestir uma galáxia.
O resultado da escolha ficou mais do que evidente. Nem precisava ser anunciado; todo mundo já sabia perfeitamente quem tinha vencido e quem tinha perdido.
Weleska sabia muito bem que tinha sido derrotada e, claro, estava sendo consumida pela raiva por dentro.
Perder para Eduarda na época da faculdade era uma coisa, mas como podia perder, num evento daquele nível, para a mesma mulher que sempre a ofuscou?
Ao ver a noiva da alta sociedade subir ao palco para escolher Eduarda pessoalmente, Weleska sentiu a raiva ferver no sangue.
A futura noiva segurou as mãos de Eduarda, sorrindo e assentindo. Eduarda murmurou um “obrigada”, usando uma das poucas palavras da língua local que tinha aprendido recentemente.
O apresentador subiu ao palco para fazer o anúncio oficial:
— Vamos parabenizar a estilista Eduarda por ter sido escolhida como a designer exclusiva para este grande dia. E agora...
Mas antes que ele pudesse terminar, Weleska arrancou o microfone de suas mãos. Virou-se para Eduarda, soltou um sorriso sarcástico e disse em voz alta:
— O título de designer exclusiva não deveria ir para alguém que cometeu plágio! Você não tem vergonha na cara de aceitar essa honra, estilista Eduarda?
Eduarda fez um gesto educado para a futura noiva, soltou suas mãos, virou-se e caminhou até Weleska, encarando-a com uma postura visivelmente superior.

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