Assim que pisou no aeroporto, Cícero avistou uma figura irritantemente familiar.
Com a expressão carregada, lançou um olhar fulminante para Damiano:
— Foi você quem avisou a ela?
Damiano tentou se explicar rapidamente:
— Sr. Machado, a Sra. Castilho ouviu boatos lá na empresa de que o senhor estava voltando.
A expressão de Cícero ficou ainda mais sombria. A decisão de voltar tinha sido tomada havia pouquíssimo tempo. O fato de Weleska ter descoberto tão rápido não podia ser simples coincidência; ela certamente mantinha informantes dentro da empresa.
Ninguém gosta de ter os próprios passos monitorados, muito menos alguém como Cícero.
— Você foi negligente, Damiano. Quero que encontre e elimine todos esses informantes. — ordenou Cícero, com a voz gelada.
Damiano assentiu formalmente:
— Minhas desculpas, Sr. Machado. Vou ordenar uma auditoria imediatamente. Mas em relação à Sra. Castilho...
— Quanto tempo falta para o nosso voo? — Cícero cortou a pergunta, olhando impaciente para o relógio.
— Uma hora, Sr. Machado. Talvez fosse melhor aguardarmos na sala VIP. Vou conduzir a Sra. Castilho até lá também.
Cícero apenas confirmou com a cabeça e seguiu em direção à sala exclusiva.
Damiano se aproximou de Weleska, tentando acalmar os ânimos dela:
— Sra. Castilho, o Sr. Machado tem negócios urgentes para resolver no Brasil. Vou providenciar um carro para levá-la de volta ao hotel.
Weleska, que já desconfiava fortemente de que tudo aquilo era por causa de Eduarda, ficou ainda mais irritada com o tom polido e evasivo de Damiano.

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