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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 738

Rindo e conversando, os dois voltaram para o primeiro andar.

Thiago Mendes acabara de entrar pelo portão principal. Ao vê-los, fez um sinal afirmativo com a cabeça.

— Inspetor Barbosa, Senhorita, o Sr. Machado continua esperando lá fora. Quer que eu o mande ir embora? — perguntou Thiago Mendes.

Augusto disse num tom ríspido: — Mande-o embora. Se ele não for, mande as pessoas jogarem-no para fora.

Thiago assentiu e, lançando um olhar a Eduarda, perguntou: — E qual a opinião da Senhorita?

Esta casa possuía uma nova dona, Thiago Mendes tinha plena consciência disso.

Eduarda suspirou: — Esperem um momento.

Ela virou-se para Augusto e disse: — Irmão, eu conheço o Cícero Machado perfeitamente, não vai ser fácil enxotá-lo. Deixe isso comigo.

Após dizer essas palavras, Eduarda virou-se e saiu da vila. Ao levantar a cabeça, percebeu que Cícero ainda mantinha a mesma postura de quando ela havia entrado. Permanecera o tempo todo na porta e não recuara para o carro nem quando o vento começara a soprar.

Quando ele a viu se aproximar, os seus olhos transbordavam de expectativa e de alegria.

Vê-la justificava tanta felicidade assim?

Eduarda se aproximou e, antes que pudesse abrir a boca, Cícero antecipou-se.

Ele disse: — O Damiano Villar telefonou e disse que o estado do meu avô está estável, você não precisa mais se preocupar.

As palavras de Cícero soaram confortadoras.

Eduarda piscou os olhos e, sorrindo, retrucou: — Quem está preocupada? Você devia estar falando isso para si mesmo.

Cícero também sorriu, acompanhando-a: — Eu sei que você estava preocupada. Pode até não dizer em voz alta, mas, vendo o avô deitado na cama de hospital, eu sei que o seu coração sentiu pena. É da sua natureza ser boa, e você não suporta presenciar coisas que beiram a vida e a morte.

Sendo desmascarada daquela forma, e ainda por cima por Cícero, Eduarda se sentiu dividida entre se sentir feliz ou chateada.

Desde quando Cícero começara a entender tão bem os sentimentos dela? Ele parecia ter deixado de ser aquele homem que ignorava completamente o que ela sentia.

— Tudo bem, as palavras da minha esposa são justas, e eu sou todo ouvidos.

Eduarda olhou para ele de forma impotente: — Desde quando você mudou o seu estilo de falar para este?

Cícero levantou o seu celular e balançou, antes de dizer: — Aprendi quando estava esperando por você.

A tela do celular se iluminou e Eduarda viu as palavras no topo do fórum:

[Pergunta: Eu dirijo para viver. Minha esposa e eu tivemos uma briga e ela voltou para a casa da mãe dela. O que eu faço? Meu cunhado também me odeia. Sendo um homem sem a esposa do lado, agora eu vejo a falta que ela faz. E agora? Algum internauta para me dar conselhos?]

[Resposta ao Autor do Tópico: Vá lá na casa da mãe dela e faça ela voltar com doces palavras! De que adianta nos perguntar isso aqui? Seja meigo e gentil na forma como falar, demonstre com atitudes práticas, e a sua esposa com certeza vai querer voltar! E sobre o seu cunhado, a minha humilde opinião é simplesmente ignorá-lo; apenas o respeite sem ofendê-lo. Cunhado normalmente protege mesmo a irmã! Trate bem a irmã dele e ele verá valor em você!]

Eduarda olhou para ele incrédula.

— Você realmente lê esse tipo de coisa? — perguntou Eduarda, confusa.

Cícero assentiu: — Sim, acho que faz muito sentido. Eu devia aprender a agradar a minha esposa de forma apropriada.

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