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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 739

Eduarda tossiu levemente duas vezes e disse: — Está bem, pare de falar bobagens. Você é o presidente de um grande grupo corporativo, e ainda mais agora, em um momento crucial; vá tratar dos seus negócios.

— Um responsável por um grupo também precisa viver a sua vida. A esposa é muito mais importante do que todas essas coisas.

— Você! — Eduarda se sentiu ainda mais impotente. — Quem é a sua esposa? Pare de falar besteiras...

Cícero vinha observando a reação de Eduarda todo aquele tempo e também percebia lentamente que Eduarda sempre fora receptiva a abordagens mais suaves, porém irredutível diante de confrontos.

Se alguém fosse duro com ela, ela seria capaz de cortar implacavelmente qualquer possibilidade, deixando a pessoa sem margem para agir.

No entanto, se demonstrassem uma atitude mais branda, mesmo que ela estivesse inteiramente coberta de razão, o seu coração se abrandaria e ela se sentiria incapaz de ser severa demais.

Cícero concluiu que não deveria continuar pedindo diretamente uma oportunidade a Eduarda. Afinal, as evidências indicavam que, independentemente do quanto implorasse ou mendigasse, ele não obteria qualquer chance.

Talvez, se adotasse uma abordagem diferente, os resultados fossem outros. Apesar da sua pouca familiaridade com essa forma de se expressar, parecia estar surtindo efeito. Dessa forma, ele pretendia tentar novamente na próxima ocasião.

— O meu avô enfrentou uma experiência devastadora e a sua saúde certamente já não será a mesma. Recebi informações dos meus homens de que o meu tio Roberto tem tramado as suas estratégias às escondidas. Como a maior parte do meu tempo será dedicada ao grupo e aos interesses da família Machado, receio não poder te dar tanta atenção. Espero que me compreenda.

— Não tem problema, eu nunca me importei com isso de qualquer forma. Vá cuidar das suas coisas. Irei para lá se for necessário.

— Sim. — Cícero voltou ao seu estado habitual mais uma vez. — Se precisar de alguma coisa, você também pode me ligar, mandarei alguém entregar para você.

Eduarda quis dizer que não seria preciso, mas logo pensou que faria diferença alguma dizer aquilo, então não disse nada.

O velho administrador da casa aproximou-se, e Cícero perguntou: — Como está o estado do meu avô? O que disse o médico?

O velho administrador da casa respondeu: — Após os médicos realizarem um exame completo no Sr. Adilson, disseram que a situação já está estabilizada. Porém, após uma doença tão grave e estando com uma saúde enfraquecida, ele no momento só necessita de repouso absoluto. A equipe médica especializada já se instalou em Praia Dourada. Fique tranquilo, Sr. Cícero, a equipe será responsável pela recuperação do Sr. Adilson.

— Que bom. Já que é assim, peça a todas estas pessoas para voltarem para as suas casas e não perturbarem o descanso do meu avô. — sinalizou Cícero.

— Mas... eu já avisei isso antes. Contudo, os senhores dos diferentes ramos familiares estão preocupados e se recusam a sair.

Cícero deu um sorriso debochado, um sorriso que gelou até a espinha: — Apenas eles sabem se é uma preocupação genuína ou um interesse enrustido. Mande-os irem embora. Se, ao sair, ainda houver tantas pessoas nesta sala, que não me culpem caso eu falte com a cortesia.

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