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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 750

Mas o que ele sempre ignorou foi que, mesmo a dócil e compreensiva Eduarda, no seu íntimo, sempre teve essa tenacidade inabalável. Ela só havia se escondido por amor.

Cícero se levantou, mas continuou sem recolher o convite azul marinho do baile da Fundação.

— Vou discutir o assunto com o vovô, mas o vovô espera ver você. Reserve um tempo, depois eu venho te buscar.

Eduarda não continuou rejeitando, afinal, se não desse o braço a torcer, estaria desrespeitando o Sr. Adilson. Ela não era tão mesquinha a ponto de não comparecer a um banquete de negócios.

— Hum, tudo bem. — Eduarda, ao pegar novamente na colher de sopa, lembrou-se: — A propósito, como está a saúde do seu avô? Já melhorou um pouco?

Ao ouvir isso, Cícero sorriu. Ela ainda se importava com ele e com o avô. Ela o tinha no coração.

— Já não está em perigo como antes, mas ainda sofreu um grande baque. Agora só pode ficar de repouso, não é como era antes.

Eduarda também lamentou um pouco, expressando pena diante do declínio da vida.

— Quando eu tiver tempo, vou visitar o velhinho. — comentou, enquanto voltava a tomar sua sopa.

Percebendo que Eduarda parecia gostar da sopa à sua frente, Cícero aproveitou a chance para manter a conversa:

— Eu aprendi a fazer uma sopa nova recentemente. Da próxima vez que nós dois formos à Praia Dourada, eu mesmo faço para você provar.

O que Cícero não contou foi que havia aprendido a fazer aquela sopa especialmente para Eduarda.

Ele não tinha muita intimidade com a cozinha. Fez tudo ao mesmo tempo em que pedia ajuda ao chef e ia descobrindo sozinho; esbarrões ou queimaduras eram inevitáveis. Mas, só de pensar que era algo que Eduarda gostava, sentiu que valia a pena e encontrou motivação.

Ele realmente queria fazer algo por Eduarda que a deixasse feliz.

Da última vez, ele havia feito um caldo que fora recusado. Então, tentou se consolar dizendo a si mesmo que não podia ser que na próxima vez também fosse recusado. Mesmo se fosse, e na outra vez? Em algum momento, Eduarda haveria de lhe dar um sorriso. A vida era tão longa, ele ainda teria as suas oportunidades.

Eduarda continuou sem mostrar muito interesse nas coisas que ele dizia, e também não se deu ao trabalho de rebater.

Nesse exato momento, ouviram-se barulhos vindos da entrada da casa. Logo depois, a silhueta de Augusto Barbosa surgiu na porta.

Capítulo 750 1

Capítulo 750 2

Capítulo 750 3

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