Eduarda se levantou bruscamente e, antes que a situação ficasse totalmente escancarada, virou-se e subiu as escadas rapidamente.
Augusto observou-a fugir com um sorriso.
— Essa minha irmã parece bem durona, mas na verdade tem uma mente muito simples. Muitas coisas, sabe... você a escuta dizer da boca para fora, mas no fundo pode não ser o que ela pensa. Para saber o que ela realmente sente, você precisa observá-la aos poucos. As pessoas próximas a ela conseguem lê-la muito facilmente.
Franklin pensou em Eduarda, com o olhar transbordando de ternura.
— Sim, eu entendo. Ela sempre teve essa personalidade simples e suave, é só o mundo lá fora que a força a vestir uma armadura resistente.
Augusto não esperava que Franklin conhecesse a sua irmã tão bem.
— Qual é a situação entre você e a Eduarda?
Dessa vez, Franklin hesitou um pouco:
— Sobre nós dois, acho que a situação é que eu ainda estou tentando conquistá-la.
— Ainda? — Augusto notou sensivelmente essa palavra. — Você e a minha irmã tiveram um relacionamento no passado? Por acaso, era você a pessoa que estava acompanhando ela no exterior?
Franklin acenou com a cabeça.
Augusto pareceu mudar de opinião sobre ele instantaneamente:
— Sendo assim, fico mais tranquilo. Não vou me opor à convivência de vocês dois. Quanto àquele Cícero, ele não vai passar por mim de jeito nenhum.
— O Sr. Barbosa já conheceu o Cícero?
— Claro, ele tem importunado a minha irmã constantemente. Acredito que você também deva saber disso.
— Sim, eu sei. Também não quero que ele continue importunando a Eduarda.
Augusto assentiu:
— Depois de tudo o que ele fez, ainda tem a cara de pau de pedir perdão. Eu nunca vi um homem tão desavergonhado.

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