— Eu nunca quis me envolver nos problemas de vocês dois, essas palavras você deveria dizer para o Cícero, não para mim.
Weleska se aproximou, beliscou o queixo de Eduarda com força e disse com maldade: — Na verdade, você deveria morrer junto com o avô! Assim eu não teria mais nenhuma preocupação, e o Cícero voltaria para mim.
Em seguida, Weleska largou o rosto dela de forma brusca, com nojo.
— É uma pena, eu ainda quero ver um espetáculo maior. Em vez de simplesmente te ver sumir, prefiro ver como o Cícero vai se enojar de você. Eu realmente mal posso esperar para ver a repulsa nos olhos dele ao olhar para você, vai ser fantástico. Só assim o Cícero vai enxergar as minhas qualidades, vai perceber que eu sou a mulher mais adequada do mundo para ser a esposa dele.
Eduarda disse, perplexa: — Você ficou louca, Weleska. Você é uma lunática.
Weleska, porém, apenas sorriu, como se não se importasse nem um pouco com aquele xingamento.
Ela virou a cabeça para trás e perguntou: — Tio Roberto, como estão as coisas por aí?
— Pronto, último passo — Roberto pressionou o dedo do velho Adilson na marcação da última página e jogou o braço dele de lado de qualquer jeito. — Agora é com você, lembre-se, não faça tanto estardalhaço.
Então, Eduarda assistiu enquanto Roberto ordenava aos outros homens: — Desliguem todas as câmeras de segurança de Praia Dourada, e destruam todos os arquivos das gravações.
Depois disso, Roberto sentou-se em um canto, esperando a ação de Weleska.
Sem conseguir se equilibrar, na beirada da sinuosa escada do segundo andar, sentiu um tranco quando dois homens empurraram a ela e a Adilson pelas costas.
Não!
Eduarda instintivamente tentou proteger o avô Adilson, usando o próprio corpo para atuar como amortecedor e escudo.
Mas, no fim, foi tudo em vão. Ela apenas pôde sentir o seu corpo rolar, chocando-se duramente contra o chão de mármore gélido.
O mundo mergulhou numa névoa negra e vazia.

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