Quando Eduarda chegou à Praia Dourada de carro, ela não viu o administrador na entrada; em vez disso, um guarda-costas com um rosto desconhecido se aproximou e abriu a porta do veículo para ela.
— Cadê o administrador? Por que foi você que veio?
O guarda-costas respondeu: — O administrador está dentro da mansão cuidando do patrão, então me mandou vir.
A desculpa era completamente plausível, então Eduarda naturalmente não pensou muito a respeito, entregando as chaves do carro para o segurança.
Foi só quando pisou no salão principal de Praia Dourada que Eduarda percebeu vagamente que havia algo de errado.
Mas o que exatamente estava errado, ela não saberia dizer naquele momento. Era como se fosse apenas intuição.
O som dos saltos altos chocando-se contra o mármore parecia emitir um eco aterrorizante em meio àquele silêncio.
— Cadê o administrador? E onde está o vovô?
Eduarda perguntou e, no momento em que se virou, uma toalha com um cheiro horrível foi pressionada contra a sua boca e o seu nariz, e logo em seguida a sua visão foi engolida pela escuridão.
Um forte pânico brotou do fundo do seu coração e, no transe, a sua consciência clamava por socorro.
Quando finalmente abriu os olhos novamente, ela ainda não via com clareza, mas primeiro sentiu a sensação de estar amarrada, logo percebendo que as suas mãos e os seus pés estavam atados.
— Finalmente acordou, hein? Tem uma resistência tão boa assim?
— Weleska... como você pode estar aqui, como você...
Ao focar o olhar em Weleska, ela viu uma cena ainda mais assustadora.
Weleska observava Eduarda relaxadamente, parecendo estar provocando algum animalzinho indefeso de um circo, sem se importar com a vida ou a morte dela.
— Sabe? Eu esperei muito tempo por este dia. Diga-me, se Cícero souber que foi você quem causou a morte do avô que ele tanto ama, ele ainda te amaria como antes? Será que ele sentiria muito ódio de você?
Eduarda apertou os olhos: — Do que você está falando? Você não ama o Cícero? E o seu amor consiste em causar a morte de um familiar dele?
Weleska parecia não se importar: — Sou eu que não entendo do que você está falando. Fica claro que foi você quem fez isso, como poderia ser culpa minha?!
Ao se lembrar das humilhações que passara por causa de Eduarda no passado, Weleska sentiu ainda mais vontade de destruí-la com as próprias mãos.
— Eduarda! Não finja ser a pessoa boa da história! Você acha que é lá grande coisa? O Cícero já era meu desde o começo. Foi você! Vocês se divorciaram, mas você continuou assombrando a vida dele. Hoje chegou a hora de você sumir de volta para o seu mundinho. O amor do Cícero não pertence a você, não crie ilusões.

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