Às vezes, quanto mais você se preocupa com algo, mais propenso aquilo está a acontecer. Tudo parecia estar predestinado no escuro, como se fosse o destino.
Após Eduarda voltar para o Brasil, Augusto perguntou: — Por que você não ficou mais tempo no exterior, pelo menos até passarmos por esse período mais sensível?
— Augusto, eu também pensei nisso. Mas eu também sou da família Barbosa, então eu não posso deixar você enfrentar os problemas sozinho. O certo é enfrentarmos tudo juntos. — Eduarda respondeu com franqueza.
A volta de Eduarda, obviamente, não foi apenas por causa de Cícero, mas, na sua maior parte, pelo fato de que não queria que Augusto lidasse com tudo sozinho no Brasil.
Apesar de Augusto estar insatisfeito com a situação, ele, no fim das contas, não conseguiu contrariar a sua irmã recém-recuperada.
— Tudo bem. Mas as coisas também já estão quase no fim. De qualquer forma, era apenas uma questão de te buscar mais cedo ou mais tarde. Já que voltou, fique morando em casa. Eduarda, há algo que sempre quis conversar com você. Não vá embora novamente. Eu realmente não quero me separar de você outra vez. A nossa casa é aqui, e os nossos pais também estão aqui. Não fique mais vagando sozinha, está bem?
O pedido de Augusto era cheio de afeto.
— Tudo bem, Augusto. Na verdade, eu também pretendia ficar aqui por um tempo. Se eu for sair, não vou passar muito tempo fora, então não precisa se preocupar.
Augusto sorriu.
— Quando tudo acabar, eu vou pedir a Pérola em casamento. Nós pretendemos nos casar, o que você acha?
Eduarda não tinha muito o que dizer, apenas desejar felicidades.
— Ter a Pérola na família é algo que eu também espero muito. Além disso, se a família Barbosa tiver algo a celebrar, o nosso pai e a nossa mãe também deverão ficar muito felizes.
— Exatamente, você tem razão.
— E quanto aos seus sentimentos, tem algum plano? — perguntou Augusto.
Eduarda não respondeu imediatamente.
— Está bem, está bem. Eu falei demais. Você cuida dos seus próprios sentimentos. Eu só desejo uma coisa, que você realmente se sinta feliz e realizada.
— Eu vou.
Enquanto a pessoa estivesse viva e com forças, ela não pouparia esforços na busca pela felicidade.
Milhares de versões de si mesma poderiam ser destruídas e renascer, milhares de ossos poderiam pavimentar o caminho, e ela continuaria a buscar a felicidade com coragem.
Quando Franklin Nogueira foi procurar Eduarda, como não se viam há muito tempo, os dois ficaram sem saber por onde começar a conversar.
— Como foi o tempo que passou no exterior? Eu queria ir te visitar, mas eu tinha algumas coisas para resolver aqui no Brasil, e não consegui me liberar no momento. Não achei que fosse voltar tão rápido.
Eduarda respondeu: — Hum, aconteceram algumas coisas, por isso voltei mais cedo. Eu deveria ter te avisado.
Franklin: — Eduarda, eu tenho uma coisa muito importante para te dizer. Você está livre agora? Quero te levar a um lugar.
Eduarda concordou com a cabeça.
Franklin levou Eduarda até a empresa da família Nogueira.
Eduarda se surpreendeu: — Cadê os funcionários do Grupo Nogueira? Deram folga hoje?


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