— Mamãe! Você vai deixar o papai e eu para trás? Eu não quero que a mamãe vá embora de novo!
Arthur dizia com os olhos marejados, e Eduarda, com pena, respondeu: — Eu não vou embora, Arthurzinho, não chore.
— Mamãe, vamos morar juntos de novo, tá bom? Não vamos mais nos separar, eu não quero ficar longe da mamãe de novo. O papai me ensinou que quando a gente erra, precisa ter um coração sincero para pedir desculpas, e a mamãe vai ver. O Arthurzinho não foi bonzinho antes e deixou a mamãe brava, mas não vou mais fazer isso, eu prometo que vou ser o bebezinho bom da mamãe e obedecer bem direitinho!
A pequena criança reconheceu o seu próprio erro, sem falar no adulto que estava ao lado dele.
Cícero disse: — Eduarda, o nosso filho e eu pensamos a mesma coisa. Nós não negaremos as coisas erradas que fizemos. A partir de agora, nós vamos te compensar em dobro, e a Matriarca dos Machado sempre será você. Não vá embora daqui, por favor.
Eduarda ficou em silêncio por um bom tempo, e, por fim, disse: — ...Eu não ia embora...
Bem quando pai e filho estavam prestes a comemorar, Eduarda acrescentou: — Mas eu também não quero ficar com vocês.
Não partir com Franklin não significava romper com ele. E ficar ali também não significava que ela fosse se reconciliar com Cícero.
O que estava no seu coração agora era a felicidade da família Barbosa.
O seu irmão sofreu por tantos anos, já estava na hora de ele poder relaxar e encontrar a felicidade.
Eduarda foi conversar com Augusto, dizendo: — Augusto, eu não sei exatamente qual é o seu trabalho, mas se não te faz feliz, não continue com ele. Gerenciar os negócios da família Barbosa com certeza será mais confortável para você. Depois que você e a Pérola se casarem, você poderá ter uma vida mais tranquila.
Augusto nunca havia considerado essa questão, mas ao ouvir o comentário dela, decidiu pedir demissão daquele cargo tão peculiar. Contudo, as coisas não eram tão simples. Como Augusto possuía excelentes habilidades de liderança, a organização não estava disposta a perder um talento como ele, e por isso concedeu a ele uma permissão especial para atuar livremente com negócios externos. Augusto refletiu a respeito e, por fim, aceitou. Isso também ajudaria Augusto a investigar a missão especial em que seus pais se envolveram no passado.
Pouco tempo depois, em uma noite incrivelmente romântica e luxuosa, Pérola, ofegante, abraçou Augusto e finalmente aceitou o seu pedido de casamento.
Pérola e Eduarda já se davam muito bem, e agora ficariam ainda mais próximas.
Eduarda também estava muito feliz com essa nova cunhada. Na véspera do casamento, o grupo se reuniu para prestar homenagens aos pais da família Barbosa.
— Papai, mamãe, eu encontrei a Eduarda. E esta aqui é a nora de vocês, a Pérola.
Eduarda e Pérola se aproximaram, cada uma acendeu três incensos, ajoelharam-se, prostraram a cabeça em respeito e ofereceram o incenso.
— Papai e mamãe, eu voltei, a filha de vocês está de volta.

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