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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 868

— Ótimo, tio Roberto. Continuamos do mesmo lado.

Weleska deu um sorriso perverso e perguntou: — Qual é o seu plano?

Roberto respondeu: — O filho do Cícero não se dá super bem com você? Isso é simplesmente a melhor moeda de troca. Controlando aquele menino, Cícero e Eduarda estarão em nossas mãos. Vá em frente, pode usar os meus homens à vontade.

Ao ouvirem isso, Nero e os outros hesitaram; não queriam receber ordens de uma mulher, mas não tiveram escolha a não ser concordar com a cabeça, conformados.

— Deixe-me pensar. — Weleska abriu um sorriso cruel e aterrorizante.

Cícero, Eduarda, vocês dois vão pagar pelo que fizeram!

Na véspera do casamento de Augusto e Pérola, Eduarda acompanhava Pérola para escolher o vestido e os acessórios de noiva.

— Eduarda, qual desses vestidos você acha que combina mais comigo?

Com o olhar aguçado de designers, Eduarda e Pérola começaram a analisar profissionalmente o corte dos vestidos e como se ajustavam ao corpo da noiva.

— O vestido volumoso e cheio de strass é muito deslumbrante, mas acho que o tomara que caia de cetim, mais leve, combina muito mais com o seu estilo. A sua aura é mais viva e alegre; o vestido de pedrarias acaba pesando um pouco e ofuscando isso.

Pérola respondeu: — Eu pensei exatamente a mesma coisa que você. Então será esse, eu também gostei muito.

— Certo. Daqui a pouco vamos escolher algumas joias que combinem.

— Uhum. Mas vamos descansar um pouquinho. Passamos a manhã inteira provando vestidos, estou meio cansada. Vamos comer alguma coisa.

— Tá bom, imaginei que estaria com fome. Já fiz uma reserva num restaurante, vamos.

Durante o almoço, Pérola comentou: — Eduarda, eu nunca imaginei que nos tornaríamos uma família. Estou tão feliz que parece até mentira. Será que isso é só um sonho e eu vou acordar de repente?

Eduarda beliscou suavemente a bochecha dela e perguntou: — Ainda acha que é um sonho?

Pérola sorriu com felicidade.

O som suave das ondas era um calmante natural. Eduarda estava recostada numa cadeira de praia, sentindo o coração transbordar de paz como aquele vasto oceano.

Quando a noite caiu, todos voltaram para o hotel à beira-mar. Os noivos se recolheram cedo, enquanto na praia ainda havia trabalhadores montando o espaço do casamento. Eduarda também se preparava para ir embora, mas não percebeu algumas figuras suspeitas disfarçadas entre os trabalhadores. Nero observava cada passo de Eduarda e, em segredo, tirou fotos dela.

A noite na praia era tranquila e adorável, mas também escondia perigos na escuridão.

Nas sombras, a porta do quarto de Eduarda e do filho foi aberta com um cartão mestre.

Por mais silenciosos que fossem os movimentos, não escaparam da atenção de quem estava dentro.

— Quem são vocês... mmm! — Antes que Eduarda terminasse de falar, sentiu um cheiro horrível. Em seguida, sua visão escureceu e ela perdeu a consciência.

O dia do casamento chegou. Tudo estava tão lindo quanto uma pintura. A cerimônia à beira-mar transmitia um clima de romance único, contagiando todos os convidados.

Depois que Pérola já estava vestida, com cabelo e maquiagem prontos, e enquanto o maquiador fazia os últimos retoques, ela olhou ao redor, mas não viu sinal de Eduarda.

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