Augusto se aproximou e perguntou: — O que foi? O que está procurando?
— Não estou vendo a Eduarda nem o Arthur. Onde será que eles foram?
Augusto balançou a cabeça: — Não sei. Eles não estavam hospedados perto de você?
Pérola ficou confusa: — Não os vejo desde de manhã. Achei que tinham ido ficar com vocês.
Ambos ficaram apreensivos, sentindo que algum perigo poderia estar se aproximando silenciosamente.
— Vá procurar. Encontre a minha irmã e o Arthur! Vá logo! — ordenou Augusto ao seu assistente.
O assistente acessou imediatamente o sistema de comunicação do hotel para rastrear a localização de Eduarda e Arthur. Para a surpresa de todos, descobriu-se que não havia nenhum registro da movimentação deles desde a manhã.
Sem outra opção, Augusto mandou checar as imagens da noite anterior. Foi então que notaram algo bizarro: as gravações de um certo período de tempo haviam sumido misteriosamente. E, depois daquele horário, Eduarda e Arthur nunca mais foram vistos saindo do quarto.
Naquele exato momento, Cícero, que viera prestigiar o casamento, cruzou com Augusto instruindo seus subordinados a buscarem por Eduarda.
— O que está acontecendo? O que houve com a Eduarda?
Cícero parou Augusto, questionando-o: — O que aconteceu com ela e o meu filho?
Naquela altura, Augusto não queria esconder nada, então contou a história toda.
— Não entre em pânico, vou enviar meus homens atrás da Eduarda — tranquilizou Cícero. — Há muitos convidados aqui. Você é o noivo, não pode sair. Deixe o assunto da Eduarda e da criança comigo.
Embora dissesse isso, Cícero, no fundo, também não tinha a menor pista do que estava acontecendo.
— Eles vão ficar bem, termine o casamento primeiro — disse Cícero, acenando para o lado. — Damiano, mobilize nosso pessoal para investigar.
Uma possibilidade aterrorizante passou pela mente de Cícero. Se fosse obra de Roberto, a situação se tornaria perigosíssima.
Enquanto isso, em um galpão abandonado na periferia da cidade.
— Cof, cof, cof... — Sufocada por uma nuvem de fumaça, Eduarda abriu os olhos com esforço. Ao tentar se mover, percebeu que suas mãos e pés estavam amarrados.
Um frio cortante subiu de seu coração, espalhando-se por todo o seu corpo.


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