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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 869

Augusto se aproximou e perguntou: — O que foi? O que está procurando?

— Não estou vendo a Eduarda nem o Arthur. Onde será que eles foram?

Augusto balançou a cabeça: — Não sei. Eles não estavam hospedados perto de você?

Pérola ficou confusa: — Não os vejo desde de manhã. Achei que tinham ido ficar com vocês.

Ambos ficaram apreensivos, sentindo que algum perigo poderia estar se aproximando silenciosamente.

— Vá procurar. Encontre a minha irmã e o Arthur! Vá logo! — ordenou Augusto ao seu assistente.

O assistente acessou imediatamente o sistema de comunicação do hotel para rastrear a localização de Eduarda e Arthur. Para a surpresa de todos, descobriu-se que não havia nenhum registro da movimentação deles desde a manhã.

Sem outra opção, Augusto mandou checar as imagens da noite anterior. Foi então que notaram algo bizarro: as gravações de um certo período de tempo haviam sumido misteriosamente. E, depois daquele horário, Eduarda e Arthur nunca mais foram vistos saindo do quarto.

Naquele exato momento, Cícero, que viera prestigiar o casamento, cruzou com Augusto instruindo seus subordinados a buscarem por Eduarda.

— O que está acontecendo? O que houve com a Eduarda?

Cícero parou Augusto, questionando-o: — O que aconteceu com ela e o meu filho?

Naquela altura, Augusto não queria esconder nada, então contou a história toda.

— Não entre em pânico, vou enviar meus homens atrás da Eduarda — tranquilizou Cícero. — Há muitos convidados aqui. Você é o noivo, não pode sair. Deixe o assunto da Eduarda e da criança comigo.

Embora dissesse isso, Cícero, no fundo, também não tinha a menor pista do que estava acontecendo.

— Eles vão ficar bem, termine o casamento primeiro — disse Cícero, acenando para o lado. — Damiano, mobilize nosso pessoal para investigar.

Uma possibilidade aterrorizante passou pela mente de Cícero. Se fosse obra de Roberto, a situação se tornaria perigosíssima.

Enquanto isso, em um galpão abandonado na periferia da cidade.

— Cof, cof, cof... — Sufocada por uma nuvem de fumaça, Eduarda abriu os olhos com esforço. Ao tentar se mover, percebeu que suas mãos e pés estavam amarrados.

Um frio cortante subiu de seu coração, espalhando-se por todo o seu corpo.

O coração de Eduarda saltou.

Weleska realmente queria matá-la!

Aquela mulher estava completamente louca.

Nisso, Roberto se aproximou, advertindo: — Weleska! Eu já disse que ela só vai servir para ameaçarmos o Cícero! Não vamos tirar a vida dela, não faça nenhuma besteira!

Mas Weleska já não ligava para mais nada. Apenas de olhar para o rosto de Eduarda, sentia um ódio profundo, como se todas as tragédias de sua vida fossem culpa dela.

— Você é irracional! Preste atenção, se você matar a Eduarda, não vai conseguir o que quer. Acalme-se! — repreendeu Roberto.

Weleska, recuperando parte do controle, recuou alguns passos. Em seguida, Roberto se adiantou.

— Eduarda, não tenha medo. Eu não quero te machucar. Só preciso de um favorzinho seu. Se você colaborar, as coisas serão mais fáceis.

— Que favor? — perguntou Eduarda, olhando para ele.

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