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Diamantes e Cicatrizes romance Capítulo 885

O vazio é matéria, a matéria é vazio, deve buscar a purificação e longevidade... longevidade... longevidade.

Eduarda, encostada em sua cadeira de chefe, assistia com os olhos cravados nos balançares contínuos e negativos da cabeça de Pérola.

— Pérola! Ô, Pérola!

— O que foi?! E eu não estou pensando em homem nenhum!

Eduarda: — ... E eu nem falei que você estava pensando em algum homem.

Eduarda não conseguiu segurar a risada: — O que foi? Arrumou um homem? Conta os detalhes pra mim.

O rosto de Pérola ficou tão encarnado que parecia que ia sangrar: — Não tem nada, Eduarda, não fica fazendo piada com a minha cara, eu vou voltar pro trabalho.

Abraçada à sua pasta, Pérola disparou correndo.

Eduarda sorriu contente por ela. Bem na mesma hora, o telefone de Augusto tocou.

— Oi, irmão? Tem algo pra mim?

— A Pérola foi trabalhar hoje? — Augusto indagou. — Como ela está? Você não a provocou, né?

— Já provoquei, desculpe. — Eduarda forçou um tom cínico. — Vocês foram intensos, hein, ela veio aqui embrulhada da cabeça aos pés.

— Vou passar no estúdio daqui a pouco.

Eduarda: — Se o que você menos quer é deixá-la desconfortável, será que a sua presença inesperada lá não deixaria a garota ainda pior?

O cérebro de Augusto realmente funcionava em vias opostas da dela.

— Senti saudade, vou vê-la.

— Tudo bem, se quiser, pode vir.

Augusto disse e foi mesmo. De um jeito muito extravagante.

Na porta de entrada, Pérola acabou trocando olhares diretos com a figura de Augusto bloqueando a passagem como uma porta enorme.

Após se encararem por alguns momentos, Pérola disparou a cabeça nervosamente para trás. Quando notou que ninguém estava de olho na direção deles, ela começou a empurrar Augusto para fora.

Ao segurá-lo pela gravata, ela forçou o rosto dele para baixo.

— Eu não disse que não deveríamos nos encontrar de novo? O que significa isso, Sr. Barbosa?! — Pérola cuspiu as palavras e apontou para a fila de garçons fardados de terno preto atrás dele.

Augusto riu num tom grave, analisando a garotinha que havia tido a coragem de puxá-lo pela gola publicamente; a garotinha talvez não soubesse que, normalmente, as pessoas não ousavam sequer se aproximar dele, apenas abaixavam a cabeça e o seguiam.

A garotinha não tinha medo do perigo mesmo.

— Vim aqui buscar o meu status.

Os olhos de Pérola se arregalaram: — Que história é essa de status, não fale bobagem! Nossa relação de interesse já acabou.

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