Como William agora também estava sozinho, o fato de ela não ter mais dupla deixava o jogo equilibrado.
E assim, a partida de duplas mistas transformou-se em um jogo de simples.
Adam assistia a tudo de longe, extremamente entretido.
Embora as coisas não tivessem saído como ele imaginou, pelo menos seu irmão finalmente estava jogando com Deise.
Mas...
Ele havia idealizado que os dois formassem um time, para que, no momento crucial, seu irmão bancasse o herói protegendo a mocinha das rebatidas dele, um exímio jogador de tênis.
Porém, do jeito que as coisas terminaram...
Adam olhou para Deise e depois para William.
Que maravilha, os dois acabaram virando adversários.
Na quadra, a pontuação já estava empatada em 6 a 6, forçando um tie-break.
Deise percebeu que, assim que ela ficou sozinha, William começou a pegar mais leve.
Por isso, antes de fazer o saque, gritou para ele:
— William, jogar com tudo o que tem é uma questão de respeito ao adversário!
Um silêncio momentâneo tomou conta da quadra.
Então, a brisa trouxe a resposta clara e objetiva de William:
— Certo.
Fora da quadra, Adam balançava a cabeça sem parar, murmurando consigo mesmo:
— Não, não, não... Cunhadinha, você não precisava pedir por tanto respeito assim.
O tie-break começou, e a disputa de pontos entre os dois foi extremamente acirrada.
No fim das contas, a técnica de William prevaleceu, e ele arrematou o set final.
Deise soltou um longo suspiro e relaxou o corpo inteiro.
Fazia muito tempo que ela não disputava uma partida tão intensa e revigorante.
Observando William do outro lado da rede, ela percebeu de repente que vê-lo de roupa esportiva em vez de terno lhe conferia um charme totalmente diferente.
Era como se ele tivesse arrancado a sua armadura racional e contida, expondo a natureza feroz e selvagem escondida em sua essência.
Assim que os dois saíram da quadra, Adam correu para o lado de William.
— O que você acha que está fazendo? Foi lá e ganhou de verdade! Em horas como essa, você tem que pegar mais leve, tem que deixar a garota vencer para ela ficar feliz.
— Mas a Deise pediu que eu jogasse a sério.
— Pra que pagar de bonzinho? Cara bonzinho acaba sozinho.
Vendo os dois cochichando pelos cantos, Deise não conseguiu conter a curiosidade.
— Vocês se conhecem?
Assim que a pergunta saiu, ouviu os dois responderem ao mesmo tempo:

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