Deu certo!
Olívia arregalou os olhos, o coração acelerado.
Ela não esperava que drogar Deise fosse ser tão fácil.
Quando Victória mandou que ela drogasse Deise, até chegou a se preocupar por não encontrar uma oportunidade!
Embora Deise não fosse conseguir escapar das garras daqueles velhos tarados mesmo sem ser drogada, por via das dúvidas, era mais seguro garantir que ela estivesse sob o efeito do afrodisíaco.
— Diretora Paiva...
Olívia saiu de seu esconderijo com naturalidade.
— Que coincidência encontrar a senhora por aqui... Nosso departamento está fazendo uma confraternização, venha se juntar a nós para animar as coisas, Diretora Paiva!
Sem dar chance para Deise recusar, Olívia agarrou o braço dela e a arrastou à força para um dos quartos no segundo andar.
Aquele quarto havia sido meticulosamente escolhido por Victória, pois ficava em um ponto cego das câmeras de segurança.
Mesmo que ela empurrasse Deise lá para dentro daqui a pouco, nada seria filmado.
— Está todo mundo aí dentro! Acabei de avisar no grupo que a Diretora Paiva estava a caminho. A senhora não pode recusar e estragar a festa de todo mundo!
Enquanto falava sem parar, Olívia tirou o cartão do quarto, passou na fechadura e abriu a porta.
— Por favor, Diretora Paiva...
Deise olhou para o sorriso falso de Olívia e deu um passo para dentro do quarto.
O sorriso nos lábios de Olívia se alargou, e a malícia em seus olhos tornou-se cada vez mais evidente.
— Ué?
De repente, Deise soltou uma exclamação.
Ela parou antes mesmo de dar dois passos, apontando para o tapete na entrada do quarto.
— O que foi?
Olívia não entendeu.
— Você não está vendo? Aquilo ali, olha, o que é aquilo?
Olívia, com uma expressão confusa, deu um passo à frente de Deise e se curvou para encarar o tapete da entrada.
— O que é o quê? Eu não estou vendo na...
Baque!
Deise acertou um golpe preciso com a lateral da mão na nuca de Olívia.
Olívia desmaiou na hora, caindo no chão da entrada.
Deise fechou a porta pelo lado de fora, com o rosto desprovido de qualquer emoção.
Agora ela sabia:
Provavelmente fora Olívia quem colocara a droga na garrafa de suco de lichia que ela estava bebendo.
Todos eles haviam sido convidados por uma ligação de Olívia.
Embora Olívia não tivesse sido muito explícita ao telefone, Victória já havia dado as devidas dicas anteriormente, então eles sabiam muito bem a diversão que os aguardava.
Àquela altura, já havia anoitecido lá fora.
O mais afoito deles, o Diretor Serra, não aguentou esperar e saiu da suíte, apenas para encontrar alguém deitada na entrada.
— Diretor Vidal, Diretor Valente, venham rápido!
O Diretor Serra chamou os outros dois para a entrada, e os três se entreolharam, confusos.
— Quem é essa mulher? Não é a Sra. Marques!
O Diretor Valente fez uma cara de decepção.
— Mas ela é bem jovem e até que é bonitinha...
O Diretor Vidal deu um sorriso pervertido e trocou olhares cúmplices com o Diretor Serra e o Diretor Valente.
Os três, de forma apressada, carregaram a desmaiada Olívia para a cama de casal e começaram a tirar os roupões.
Enquanto isso, Deise voltou ao saguão de descanso.
Ela havia voltado para se livrar do suco de lichia que Olívia tinha batizado.
No entanto, assim que pisou no saguão, deu de cara com William.

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