William já havia trocado de roupa —
Vestia a imutável combinação de camisa preta, terno preto, gravata preta, além das luvas brancas que pareciam coladas em suas mãos.
O cabelo, recém-lavado e seco, caía solto sem o gel habitual. Comparado à sua imagem imponente de executivo de elite com o cabelo sempre puxado para trás, ele agora transmitia uma aura mais contida e refrescante.
Suas pupilas negras pareciam a superfície de um mar noturno e sem vento no inverno, mas ao cruzarem com o olhar de Deise, sempre revelavam uma ondulação quase imperceptível.
William estava sentado no sofá descansando, segurando uma garrafa de bebida nas mãos.
Deise arregalou os olhos, caminhou a passos largos até ele e arrancou a garrafa de suas mãos num solavanco.
Era o suco de lichia. Exatamente a mesma garrafa que ela estivera bebendo, e já estava quase no fim.
William a encarou, com a dúvida transparecendo em seus olhos, mas sem dizer uma palavra.
Ele apenas observou enquanto Deise jogava fora a bebida quase terminada e, logo em seguida, o agarrava pelo pulso, puxando-o com força do sofá.
Deise arrastou William pelo caminho, acelerando os passos cada vez mais.
Ela tinha medo de que o efeito da droga começasse a se manifestar nele.
Ainda bem que Adam havia reservado um quarto para ela com antecedência; caso contrário, naquele momento crítico, Deise não saberia para onde levá-lo.
Completamente confuso, William foi puxado escada acima, jogado para dentro do quarto e, logo depois, empurrado por Deise para dentro do banheiro.
— Não pergunte nada agora, só faça o que eu mandar.
O tom de Deise era de desespero.
— Tire a roupa! A gravata, a camisa, tire tudo!
William: ???
Vendo que ele continuava paralisado sem se mover, Deise se apressou e meteu as mãos à obra, arrancando a gravata de forma brusca, puxando o terno preto e desabotoando a camisa dele, botão por botão.
William ficou dócil como uma criança sendo vestida por um adulto.
Ele mantinha o olhar fixo no rosto dela.
A impaciência e a preocupação estampadas na expressão de Deise eram inegáveis.
Seus olhos escuros se moveram de leve, e a expressão de William passou de uma confusão total para uma compreensão repentina.
Por maior que fosse o banheiro, o ambiente era um tanto abafado.
Deise se esforçava para abrir os botões da camisa, suando em bicas de tanto nervosismo.
De repente, ela o ouviu soltar um gemido extremamente sedutor.
Suas mãos pararam, e Deise ergueu o rosto.


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