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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 192

Prensada entre a parede do banheiro e o corpo alto e robusto de William, o peito de Deise subia e descia, enquanto ela sentia dificuldade para respirar.

A última vez que William a beijara à força também fora no banheiro.

O cenário semelhante despertou as memórias do corpo de Deise, além de aguçar seus sentidos mais íntimos.

Porém, dessa vez, William não se lançou sobre ela de forma repentina como um lobo faminto.

Os olhares dos dois se cruzaram.

O desejo ardente que queimava no fundo dos olhos afiados de William, penetrantes como os de um falcão, era nítido para Deise.

O banheiro tomado pelo vapor, o casal com os trajes em desalinho, a atmosfera carregada de ambiguidade...

Tudo parecia criar o cenário perfeito para que uma faísca explodisse entre Deise e William.

A mão direita de William, vestida com uma luva de seda branca, ergueu-se lentamente. As pontas de seus dedos roçaram com leveza o rosto de Deise e, em seguida, ergueram seu queixo.

Onde quer que ele a tocasse, a pele ardia como fogo, acompanhada por um formigamento torturante.

William a fitava. Seus olhos, normalmente tão frios, pareciam agora envoltos na mesma névoa úmida do ambiente, tornando-se ternos e transbordando um afeto profundo, ocultando a chama ardente de seu desejo.

Ele se aproximava de Deise, pouco a pouco, centímetro por centímetro...

Sem pressa, sem hesitação.

Quando aqueles lábios finos e deslumbrantes estavam a milímetros de tocar os dela, a voz lúcida de Deise quebrou subitamente a tensão no banheiro.

— Você não tem sequela alguma, não é mesmo?

O corpo de William enrijeceu.

Deise deu de ombros, sorriu e o empurrou, afastando-o.

— Se você realmente tivesse alguma sequela, não conseguiria se conter agora.

Além disso, ela havia revisado inúmeras literaturas e compêndios médicos pelo mundo afora, e não encontrou um único caso semelhante ao de William.

Na época, quando colheram o sangue de William no hospital, todos os exames estavam normais. O remédio que ela o fez tomar no resort jamais deixaria aquele tipo de sequela.

Como Deise não conseguia encontrar uma explicação lógica, decidiu testá-lo diretamente.

A reação dele serviu como a prova perfeita —

Ele estava fingindo.

Ao ver Deise com o cenho franzido e uma expressão de aborrecimento, os olhos de William demonstraram uma certa culpa.

Mas não muita.

Se era William quem estava tentando enganá-la para tirar vantagem, por que parecia que ela havia brincado com os sentimentos dele, partindo o seu coração?

Enquanto Deise tentava processar aquilo, a voz firme e magnética de William ecoou pelo banheiro:

— Eu é que não aguento mais esperar.

— Não aguenta esperar?

Ao perceber que o olhar dele perdera qualquer disfarce e se tornara abrasador, o instinto de Deise gritou para que ela fugisse.

Foi a primeira vez que sentiu que William era um homem extremamente perigoso.

Diante dele, ela não passava de uma presa.

Se não escapasse logo, seria devorada por aquela fera sem piedade.

A intenção de fugir nem chegou a se concretizar, pois ele a interceptou no mesmo instante.

Com apenas uma das mãos, William prendeu os pulsos de Deise contra a parede do banheiro, erguendo-os acima de sua cabeça.

Deise ficou paralisada.

Um silêncio absoluto tomou conta do banheiro.

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