O Renan?
Enquanto isso, na Bio Universo.
Adam invadiu o escritório de William, saltitando de empolgação.
— Irmão!
William bloqueou rapidamente a tela de seu celular.
Um segundo antes de a tela apagar, ainda era possível ver a imagem de Deise no torneio de conhecimentos.
— Irmão, a Sra. Paiva venceu!
A voz de Adam chegou a falhar de tão animado que ele estava.
— Como ela consegue ser tão incrível?! Aquelas perguntas nem pareciam estar num idioma deste planeta, mas os passos que ela usou para resolver eram... complexos e, ao mesmo tempo, simples.
Assim que as palavras saíram, Adam sentiu que seu próprio elogio também parecia não pertencer ao planeta Terra.
— No começo, achei que você não queria assistir à transmissão comigo porque tinha manipulado tudo nos bastidores para garantir a vitória da Sra. Paiva!
— Mas depois pensei que isso seria um desrespeito imenso com a Sra. Paiva, e você não faria uma coisa dessas... Quem diria que ela, com poucos anos de estudo na área, fosse acabar com a raça do adversário daquele jeito...
Adam falava com expressões exageradas, mas notou que William continuava tão calmo como sempre, sem sequer erguer uma sobrancelha.
Ele percebeu que havia algo sutilmente fora do lugar.
— Escuta aqui, irmão... Será que você, escondido de mim, assistiu secretamente à transmissão da competição da Sra. Paiva?
William apenas esfregou levemente os dedos cobertos por luvas de seda branca, sem confirmar nem negar.
Na verdade, ele não planejava assistir.
Porque ele tinha a mais absoluta certeza de que Deise ganharia.
Ainda lembrava-se da noite anterior à competição, quando viu Deise sentada no sofá, tão focada e serena escrevendo algo, que nem percebeu quando ele lhe trouxe um refrigerante de guaraná.
Aquele olhar brilhante de Deise dissera a William —
Deise não era a presa.
Ela era a caçadora.
Não fora ela a ser encurralada pelo oponente.
Ela própria havia preparado a armadilha, apenas esperando que ele caísse nela.
Por isso, William não se preocupou nem um pouco com o torneio de conhecimentos.
Não assistir também era uma forma de demonstrar sua confiança nela.
Entretanto...
Ele não resistiu e acabou assistindo.
Porque ele queria ver Deise.
Cada gesto de Deise, cada leve sorriso ou franzir de cenho, movia o coração dele.
Não era para ver se ela ganharia ou como ganharia.

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