E todas as bebedeiras sempre envolviam aquelas duas mulheres.
Se Palmiro não estava cansado disso, ele já estava.
— Palmiro, pare de beber! Se continuar assim, vai acabar morrendo de tanto álcool!
Leonardo cruzou os braços e ficou de pé ao lado de Palmiro, sem saber o que fazer.
Nesse momento, ele se lembrou inconscientemente de Vivian Soares.
De todos os três, Vivian era quem tinha mais lábia e melhor sabia aconselhar.
Se Vivian estivesse por perto, talvez a vida amorosa de Palmiro não estivesse nessa bagunça total.
— Leonardo... Eu bati nela... Eu bati na Victória...
Palmiro continuava bebendo enquanto chorava, com a cabeça caída sobre a mesa, mas ainda se esforçava para falar.
— Eu não sou um homem horrível... Eu realmente não sou... Mas, incrivelmente, acho que... bater na Victória foi a atitude certa!
— Me diz... Como ela se tornou o que é hoje?
— Ela costumava ser tão pura, tão incrível... Ela salvou a minha vida... Bastou ouvir a voz dela para eu me apaixonar à primeira vista... Eu achei que amaria apenas ela para o resto da vida...
— Mas... ela mudou...
Palmiro desabou sobre a mesa com um baque, abraçado à garrafa de bebida.
Leonardo não pôde deixar de afastar as abas do paletó e colocar as mãos na cintura, completamente sem palavras.
— Eu já te dizia há tempos que a Victória não chegava aos pés da Deise. Tome como exemplo esse novo medicamento contra o câncer: a Deise assumiu o controle e a sua empresa já está até em condições de entrar na bolsa de valores... Mas você preferiu rejeitar uma esposa linda e brilhante para insistir nessa paixão pela sua irmã de consideração! Sinceramente, você é um...
Leonardo já nem sabia mais como xingar Palmiro.
— É... você tem razão...
Palmiro exibia uma expressão de sofrimento agonizante.
— Por isso... eu me arrependi...

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