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Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 353

Com uma delicadeza quase reverente, William esticou a mão e desfez as rugas de tensão na testa da mulher adormecida.

Além de estar física e emocionalmente exausta, estava claro que algo a perturbava profundamente.

Caso contrário, ela nunca teria se aventurado no meio daquela tempestade apenas para se embebedar no Mata Elfa.

E, com certeza, não teria dado aquele vexame após alguns poucos goles de vodca.

— Sabe... você não precisa carregar o mundo inteiro nas suas costas sozinha...

Com os olhos presos às feições suaves dela, William desejou profundamente que ela pudesse escutar aquelas palavras.

Seus olhos profundos transbordavam de empatia e carinho, e à medida que seu olhar amolecia, uma intensidade febril tomava o seu lugar.

Apesar de o aquecedor estar desligado, William sentiu uma onda de calor súbita e inexplicável inundar seu corpo.

Após uma breve hesitação, ele decidiu ajudá-la. Removeu as roupas úmidas dela e vestiu nela o seu pijama costumeiro.

O pijama, com uma estampa infantil, estava longe de ser glamouroso ou sensual, mas, ainda assim, foi capaz de despertar cada centímetro da obsessão que ele nutria por ela.

O som forte do seu próprio coração martelando contra as costelas soou alto em seus ouvidos.

Com gestos rápidos, a gravata de seda preta foi arremessada no chão, seguida da camisa de lantejoulas e da calça de couro...

...

Quando finalmente acordou, Deise deu de cara com um William completamente sem roupas, deitado ao seu lado sob os mesmos cobertores. A princípio, julgou estar sonhando.

— Bom dia!

William abriu os olhos lentamente, sua visão sendo tomada pelo rosto aterrorizado de Deise, a poucos centímetros de distância.

— V-você... e-eu...

A língua dela pesou, incapaz de formular uma frase coerente.

O que raios ela havia feito na noite passada?

E o que William tinha feito com ela?!

Apreciando aquela rara demonstração de desespero e confusão, os olhos obscuros de William ganharam um brilho malicioso.

— E se eu disser... que nós transamos ontem à noite. O que você me diria?

— Diria que eu não tenho como assumir essa responsabilidade!

Deise rebateu, em completo estado de pânico e resignação.

Incapaz de se conter, William explodiu em uma gargalhada rouca.

— Fique tranquila. Absolutamente nada aconteceu entre nós.

O visual de William ontem à noite estava pecaminoso demais!

Nada era mais irresistível do que um sujeito puritano e inalcançável se despindo do pudor e flertando descaradamente.

Logo, fazia sentido que o seu autocontrole tivesse falhado e a levado a dizer besteiras.

Divertindo-se imensamente com o carrossel de emoções refletido no rosto dela, William pegou a camisa que jogara no chão e apenas a jogou sobre os ombros, deixando todos os botões abertos. A visão do peitoral largo e do abdômen perfeitamente esculpido tornou a cena ainda mais sufocante.

Deise sentiu o rosto queimar de vergonha ao lembrar das próprias mãos tateando livremente a musculatura dele na noite passada.

Foi o toque alto do celular que cortou a atmosfera perigosa e constrangedora que cercava os dois.

Antes que ela pudesse pegar o aparelho, William já o tinha em mãos.

No visor, piscava o nome de Rafael.

Ela esticou o braço, pronta para exigir o celular de volta.

Na cabeça dela, a devolução era certa, mas, para o seu espanto, o homem deslizou o dedo na tela, atendendo a ligação de seu pai bem diante dos seus olhos arregalados.

— Alô?

Ao ouvir um tom masculino profundo ao invés da voz de sua filha, a fisionomia de Rafael azedou na hora.

— Quem está falando? Onde está a Deise? Por que ela não está atendendo?

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