Deise sorriu calmamente e fez a transferência na hora.
Ela não perguntou por que William preferia receber menos dinheiro só para alugar para ela, nem como ele tinha tanta certeza de que ela sabia cozinhar, e muito menos qual era a origem desse tal parente de William.
Essas coisas não a preocupavam e não eram importantes para ela.
Ela só sabia que conseguir um apartamento no 56º andar do Dourado Celeste por mil reais era um negócio imperdível. Além disso, a localização era muito mais conveniente para ir ao laboratório que ela havia escolhido.
Quanto a ter medo de que William tivesse segundas intenções...
O olhar de Deise pousou no rosto de William.
Com aquela aparência... de qualquer forma, ela não sairia perdendo.
William hesitou um pouco antes de se sentar à frente de Deise para comerem juntos.
A atenção de Deise voltou-se novamente para as luvas brancas de William.
A casa estava impecável, mas, pelo comportamento dele, não parecia ser mania de limpeza.
De qualquer forma, o motivo não era da conta dela.
— Como está a comida?
Deise perguntou, cheia de expectativa.
William comeu em silêncio e, depois de um tempo, disse apenas:
— Nada mal.
Deise: ...
Ela realmente não conseguia distinguir se William estava sendo sincero ou apenas educado.
Depois de comer, Deise fez menção de lavar a louça, mas William segurou seu pulso com firmeza.
Ele não usou força excessiva.
Mas a sensação de autoridade foi intensa.
Deise ergueu uma sobrancelha.
William recolheu a mão, com a testa franzida, parecendo insatisfeito.
Deise não sabia se a insatisfação era com ela ou com ele mesmo.
— Eu cuido disso.
A voz grave e magnética de William não demonstrava oscilação.
— Mas você alugou o apartamento tão barato...
— Lavar a louça não estava no contrato, não é sua obrigação.
Dito isso, William recolheu os talheres com agilidade e foi para a cozinha.
Deise observou as costas largas e a postura fria de William e pensou:
"Será que com essa personalidade ele se dá bem no trabalho?"
Quando William terminou a louça, viu Deise na sala organizando documentos.
— O trabalho está indo bem?
Ao ouvir a voz de William, Deise virou a cabeça e respondeu casualmente:
— Razoavelmente bem. Pelo menos hoje fechei um grande negócio, o contrato já está assinado.
Deise balançou os documentos na mão, animada, na direção de William, mas ele não deu nenhuma resposta.
Ninguém.
Deise não havia voltado.
Uma chama de raiva subiu no peito de Palmiro.
Mas ele não disse nada.
Teve um trabalho enorme para acalmar Victória durante o caminho; não queria criar mais problemas.
Deise não estava em casa.
E muito provavelmente não voltaria.
Por isso, Palmiro, Victória e Beatriz dormiram na mesma cama.
Ao seu lado, Beatriz e Victória dormiam profundamente.
Palmiro, no entanto, revirava-se na cama.
Havia algo errado...
Palmiro pensou.
Desde que Victória e Beatriz chegaram, Deise não voltava mais para casa.
Será que ela ainda estava com ciúmes?
Ou será que...
Palmiro franziu a testa.
Será que Deise não queria mais aquela família?

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