Entrar Via

Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico romance Capítulo 38

Se havia um endereço que definisse o auge do prestígio em Cidade Nova, esse lugar era o Distrito Palmeira.

Deise passou no supermercado para comprar alguns mantimentos e dirigiu de volta para o coração da área mais nobre do distrito, onde ficava o condomínio de ultra luxo —

Dourado Celeste.

O complexo consistia em apenas três arranha-céus residenciais que perfuravam as nuvens, dispostos em uma formação triangular, como três lâminas cravadas na artéria vital da cidade.

As fachadas de vidro cinza-espacial, repletas de tecnologia, refletiam o brilho das inserções de ouro mica entre os andares.

Ali, não existiam apartamentos com menos de trezentos metros quadrados. As residências começavam apenas a partir do 20º andar; tudo abaixo disso era dedicado a uma infraestrutura de lazer de extrema opulência.

Um apartamento por andar, segurança total, garantindo que a privacidade dos moradores fosse inviolável.

Carregando várias sacolas, Deise pegou o elevador para o 56º andar.

A partir de hoje, ela moraria ali.

Que sensação maravilhosa!

Deise digitou a senha, abriu a porta e, com alegria, pendurou suas novas aquisições no closet da suíte principal, especialmente aquele acessório de cabelo que Victória havia tentado disputar com ela. Deise o colocou na cabeça, admirando-se no espelho.

Depois de trocar de roupa por algo mais confortável, ela amarrou o avental e foi para a cozinha.

Embora fosse a senhorita da Família Paiva, Deise sabia cozinhar.

Ela sabia que, aos olhos de Rafael e Palmiro, talvez não passasse de uma inútil sem talentos.

Mas, pelo menos, de fome ela não morreria.

Ela sempre se lembrava do que sua mãe costumava dizer:

— Saber cozinhar é uma forma de recompensar a si mesma.

Porque, por melhor e mais cara que fosse a comida de um restaurante, jamais teria o sabor de casa.

Deise preparou dois pratos caseiros simples: uma fritada de tomates e ovos, e camarões salteados com castanha-de-caju.

Fáceis de fazer e deliciosos.

Assim que ela serviu a comida e se sentou à mesa, a porta se abriu de repente.

William entrou.

Como sempre, vestia terno preto e luvas brancas, e seu rosto esculpido, de traços marcantes, estava tão frio quanto uma lápide.

— Ah, você chegou na hora certa. Acabei de fazer o jantar, venha comer comigo!

Deise acenou para William.

Nos olhos profundos e sombrios de William, surgiu uma emoção complexa, mas a expressão em seu rosto permaneceu gélida.

Ele encarou Deise. Talvez fosse a primeira vez que a via vestindo roupas de ficar em casa, pois olhou por um longo tempo.

Será que ele estava a repreendendo com o olhar novamente?

A reação de William deixou Deise, que o cumprimentara com tanto entusiasmo, um pouco sem graça.

Assim como William não perguntou por que ela, sendo casada, não voltava para casa.

— Esse apartamento... eu com certeza não tenho como pagar o aluguel.

Deise foi honesta.

O apartamento era perfeito, mas o preço seria inviável.

— Se você estiver disposta a preparar minha comida quando for cozinhar para você, alugo por mil reais mensais. Mas não precisa me esperar para comer, eu estou acostumado a comer sozinho. Comida caseira está ótimo.

Deise ficou surpresa.

Seria aquela a frase mais longa que William dissera desde que o conhecera?

— Você não é enjoado para comer, né?

— Não.

— Então está fechado. Precisamos assinar contrato? Como pago o aluguel? Caução e adiantamento?

A reação de Deise fez passar um brilho de surpresa nas pupilas negras e profundas de William, como se ele não esperasse que ela aceitasse tão prontamente.

Ele pensou por um instante e disse:

— Um mês de caução e três adiantados.

Três meses. Seria o suficiente.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico