No sábado, teve início a feira anual de grande escala de materiais de Medicina Tradicional em País Alvorália.
A Saúde Paiva Ltda., como uma empresa tradicional de medicamentos de Medicina Tradicional, ocupava o estande principal no centro.
Normalmente, Deise não se surpreenderia nem duvidaria dessa localização privilegiada.
Afinal, a Saúde Paiva Ltda. sempre ocupara aquela posição de destaque nos anos anteriores.
Contudo, este ano era diferente; ela havia rejeitado o assédio sexual do vice-presidente da associação, Nicolas, e, para piorar, ele tinha levado uma surra.
Ela imaginava que Nicolas faria de tudo para sabotar a Saúde Paiva Ltda.
— Ei, você ficou sabendo? Aquele Nicolas, o Diretor Franco...
Dois colegas do setor fofocavam ali perto, e o assunto chamou a atenção de Deise.
Deise aguçou os ouvidos para escutar disfarçadamente.
— Fiquei sim, fiquei sim... Parece que ele foi demitido.
Deise arregalou os olhos, em choque.
— Mas o sogro dele não é o diretor de um departamento importante? Se não fosse por isso, como ele ousaria andar por aí cheio de marra?
— Não sei... Ouvi dizer que ele irritou alguém muito poderoso. Teve sorte de não afundar o sogro dele junto.
Enquanto escutava a fofoca, o olhar de Deise voltou-se naturalmente para a diagonal.
Ali ficava o estande do pavilhão de Medicina Tradicional, subordinado à Bio Universo.
O homem que Deise observava era, inevitavelmente, aquele que impunha respeito onde quer que estivesse. Um homem com uma presença avassaladora e intimidadora:
William.
Se a memória de Deise não falhava, William já havia sido transferido para a matriz da Bio Universo por Sylvia, o que significava que ele não deveria estar ali.
Mas, é claro, não cabia a ela interferir em como a Bio Universo organizava seus funcionários.
Deise o observou, notando que William parecia o garoto-propaganda do pavilhão de Medicina Tradicional da Bio Universo. Ele não fazia nada, apenas permanecia de pé ali, imóvel como um poste.
Será que a matriz o enviou para ser um chamariz só porque ele era bonito demais?
Deise inclinou a cabeça.
Mas, mais do que isso, o que realmente a intrigava era o motivo da demissão de Nicolas.
Ele a assediou e, logo em seguida, foi demitido.
Era muito difícil engolir a desculpa de que tudo não passava de uma coincidência.
Durante o assédio, a única pessoa que apareceu para resgatá-la foi William.
Seria possível que o responsável pela demissão de Nicolas também fosse William?
Deise franziu o cenho de leve. Ela sentia que, agindo por conta própria, William não deveria ter tanto poder assim.

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