Deise tapou a boca de William com a mão.
Contudo, já havia uma porção de curiosos ao redor reparando nos dois, e mesmo sem olhar na direção deles, ela sabia que o assunto renderia muitas fofocas.
— Nós estamos na porta da empresa, não me chame assim no meio de todo mundo!
Deise baixou o tom de voz, advertindo-o com extrema severidade.
— E mais, nós acabamos de começar a namorar. Você precisa ter mais compostura num lugar público desses.
Afastando a mão de Deise, William foi direto ao ponto:
— Por quê? Nós não trabalhamos na mesma empresa, então não é um romance de escritório. E desde quando dar um beijo ofende a moral de alguém?
Ele declarou tudo isso num tom mortalmente sério e virou a cabeça para encarar a multidão ao redor.
O número de curiosos não parava de crescer. Afinal, um casal formado por um homem tão maravilhoso e uma mulher tão deslumbrante era um prato cheio para os espectadores.
— Pelo que estou vendo, eles estão adorando. A repercussão está sendo muito positiva.
Positiva uma ova!
Deise chegou à conclusão de que era impossível raciocinar com ele.
Ela tentou dar as costas, mas foi segurada novamente.
— Então quer dizer que você ficou com vergonha, esposa?
Sentindo as bochechas arderem, Deise nunca imaginara que William não fosse apenas dono de um flerte agressivamente direto, mas também tão grudento.
— Se você me chamar de esposa de novo, eu vou ficar brava com você!
Ela fulminou o rapaz com o olhar.
Ainda que soubesse perfeitamente que aquele pequeno ataque de fúria não o intimidava em absolutamente nada.
William calou-se.
Aquele breve momento de silêncio fez com que a temperatura do ambiente despencasse abruptamente.
Uma leve pontada de arrependimento bateu. Será que ela havia exagerado?
Afinal, os dois já eram namorados de verdade. Qual era o grande problema em ser chamada de esposa por ele?
Com o coração apertado pela ansiedade, Deise preparava-se para se explicar.
De repente, ele abriu os braços e a puxou contra o peito num abraço protetor.
— Então eu peço desculpas. Não fique brava, minha esposa.
O coro de assovios e exclamações que ecoou pela calçada deixou o rosto dela em tons de tomate.
— Tá, já deu, eu preciso mesmo ir trabalhar.
Ela conseguiu se desvencilhar dos braços dele.
Se continuassem naquele grude, logo o expediente chegaria ao fim sem que ela tivesse feito nada.
— Eu venho te buscar depois do trabalho, então.

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