— Ídolo...?
Deise Paiva piscou os olhos grandes, encarando Yasmin Pereira.
Yasmin tinha toda a aura de uma matriarca da alta sociedade e, teoricamente, não deveria dar a mínima importância a alguém do ramo farmacêutico.
— Na faculdade, eu também estudei Farmácia. Naquela época, sonhava em fazer história na indústria farmacêutica!
Yasmin comentou, deixando transparecer um toque de melancolia no rosto.
— Acabou que não cheguei a lugar nenhum e logo me casei. Por isso, admiro muito os farmacêuticos talentosos. Aquele 'O Remédio de Schrödinger' me parece ser algum veterano da comunidade científica, usando um pseudônimo no fórum para dar suas lições magistrais. Uma jovem como você com certeza deveria aprender mais com a experiência desses mestres.
Ouvindo o conselho sincero de Yasmin, Deise assentiu repetidas vezes, embora por dentro sentisse uma mistura de graça e constrangimento.
Então era essa a impressão que ela passava no fórum? A de um velho mestre?
Após se despedir de Yasmin, Deise dirigiu até a clínica de repouso.
Vivian Soares continuava o mesmo. Assim que a viu, logo se agarrou a ela, carente.
— Moça bonita, por que você demorou tanto para vir me ver? Aqui é tão chato... E tem um monte de gente vestindo roupas todas brancas, eu não gosto deles... Eu só quero que a moça bonita brinque comigo.
Vivian exibia um sorriso largo, parecendo uma criança de cinco anos, com os olhos brilhando de pura inocência.
Aos olhos de qualquer estranho, o sorriso de Vivian era genuíno e cheio de ingenuidade.
Se ele fosse, de fato, um menino de cinco anos, todos certamente se encantariam com uma alegria tão radiante.
No entanto...
Ele não era.
Ele era um homem adulto.
Deise observava Vivian, agora reduzido àquele estado de demência, e seu coração se encheu de pesar.
Custava-lhe muito até mesmo forçar um pequeno sorriso.
Naquele momento, o médico responsável por Vivian se aproximou e parou ao lado de Deise.


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