— Irmão, você não precisa ficar com tanta raiva só porque não pôde levar a cunhada para casa. Afinal, foi o príncipe do País Z que chegou de surpresa na Cidade D. Nossos pais pediram para você ir logo, não tinha o que fazer!
— ...Sim.
Vendo William apenas assentir com a cabeça, visivelmente desanimado, Adam não pôde evitar entortar a boca.
De fato, as pessoas sempre colocam o amor antes da amizade ou da família.
O irmão dele jamais seria tão frio na frente da cunhada.
O carro mergulhou em um breve silêncio. Para a surpresa de Adam, William foi o primeiro a falar.
— Não tem mais nada para me contar?
Ao ouvir isso, Adam fez um bico de propósito.
— O que mais eu posso dizer? Você nem liga pra mim, eu não chego aos pés da minha cunhada.
— É bom que você saiba disso.
— Irmão, você é muito mau comigo, buá, buá.
Sabendo que Adam estava apenas fazendo manha, William estendeu a mão e afagou a cabeça do irmão.
Adam abriu um sorriso na hora, parecendo um cachorro gigante.
— Eu queria saber o que aconteceu entre você e a Sylvia esta noite.
Quando William tocou no assunto sério, a expressão de Adam mudou imediatamente, tornando-se mais atenta.
— Eu ia esperar me aproximar mais dela para te contar.
— Você ainda quer se aproximar mais dela?
— É claro que sim!
Adam olhou para William e narrou detalhadamente a conversa que tivera com Sylvia durante o jantar.
— Viu só, irmão? Com alguém assim, não acha necessário aprofundar o contato?
— Sim.
William assentiu com a cabeça.
— Mas tome muito cuidado.
Naquela armadilha anterior no México, embora a mandante e a principal responsável fosse Victória Marques, era certo que Sylvia também estava envolvida.
Adam era o tipo de homem que facilmente cedia às mulheres e era enganado com a mesma facilidade.
Quando se tratava de crueldade, Adam estava muito atrás de William.

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