Ela tinha certeza de que estava irresistível naquele exato momento.
Com um sorriso no rosto, Adam deslizou as mãos e abraçou a cintura de Sylvia.
— É só uma tecnologia de extração. Será que uma coisinha tão boba dessas vale o seu sacrifício, Sra. Paiva?
Sylvia assumiu imediatamente uma expressão de quem estava sendo injustiçada e balançou a cabeça.
— Como isso pode ser bobagem? As tecnologias da Bio Universo nunca vazam. Sem a tecnologia de vocês, como vou provar para o meu pai que sou melhor do que a minha irmã? O Vice-Diretor Branco nasceu em berço de ouro, teve de tudo, então é natural que não saiba quão dura e cruel é a disputa por uma herança...
Em suas palavras, havia uma boa dose dos verdadeiros sentimentos de Sylvia.
Desde sempre, ela achava que Rafael Paiva era injusto.
Mesmo que a sua mãe tivesse começado como amante.
Ela já havia conquistado o seu espaço, e agora era oficialmente casada no papel com Rafael, sendo a esposa legítima.
E ela, por consequência, também era uma verdadeira filha da Família Paiva.
Apesar disso, não ganhara absolutamente nada, fosse em cargos na empresa ou em ações.
Sendo as duas filhas, por que Deise tinha as coisas e ela não?!
Era só porque ela não era filha biológica de Rafael?
Mas, se o seu registro a tornara oficialmente parte da Família Paiva, Rafael deveria tratá-las de modo igualitário.
Para as pessoas de fora, todos diziam o quanto Rafael era maravilhoso para ela.
Ele pagou seus estudos, mandou-a estudar no exterior e a formou de maneira impecável.
No passado, Sylvia também sentia orgulho disso e acreditava que era um reflexo do valor que Rafael lhe dava.
Sua mãe, Gabriela Nascimento, pensava exatamente da mesma maneira.
Fosse em atitudes ou em ações, o tratamento de Rafael com ela sempre fora infinitamente melhor do que com Deise.
Deise não passava de uma inútil, como poderia se comparar a ela?
No entanto, ultimamente, Sylvia passou a sentir, cada vez mais, que...
Adam parecia extremamente calmo, dando a impressão de ser muito acostumado a lidar com seduções femininas, porém sem rejeitar os avanços de Sylvia.
— Só para te avisar, na cama, eu gosto de ir além dos limites. Tenho medo de que você não aguente.
Enquanto falava, Adam pegou a garrafa de vodca, que ainda estava pela metade, e a ofereceu a Sylvia.
— Então é o seguinte: vire esta meia garrafa primeiro. Quero ver se você está mesmo a fim.
Sylvia hesitou, mas não tinha como contrariar Adam.
Assim, reunindo coragem, ignorou a dor de estômago e bebeu quase meia garrafa de vodca de um só fôlego.
A garrafa caiu no carpete com um baque surdo, e o corpo de Sylvia pendeu de lado. Ela desabou no sofá e desmaiou na hora.
A suíte ficou incrivelmente silenciosa de repente. Adam apenas ajeitou o seu roupão e chamou em direção ao interior do quarto, cheio de entusiasmo:
— Diretora Paiva, pode sair agora. Ela já dormiu.
Assim que ele terminou a frase, Deise saiu do cômodo mais ao fundo, caminhando a passos lentos e tranquilos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Divorciei-Me e Casei com o Homem Mais Rico