A verdade é que Deise estava começando a se sentir assustada.
Só Deus sabia quão assustador William podia ser quando perdia o controle.
Ela definitivamente não daria conta daquelas investidas ferozes e incessantes.
Além do mais, ali era o quarto de acompanhante de um hospital. Por mais aventureiros que fossem, não deveriam fazer aquilo em um lugar como aquele!
E o pior de tudo: o quarto de seu pai ficava logo ao lado. Qualquer ruído um pouco mais alto poderia muito bem acordá-lo.
O olhar fixo de William parecia o de um predador faminto encarando uma presa indefesa que já estava em suas garras.
Ainda assim, Deise sentia uma certa atração por aquele olhar dominador e agressivo.
— Não tenho medo!
Deise respondeu, tentando parecer corajosa.
— Ah, é?
William ergueu levemente as sobrancelhas, baixando o corpo devagar sobre o dela.
Seus lábios finos e sensuais pareciam uma isca que se aproximava milímetro a milímetro, com a clara intenção de despedaçar a racionalidade de Deise.
No momento em que as peles estavam prestes a se tocar, William ouviu Deise sussurrar:
— Eu confio que você não seria egoísta a ponto de me colocar numa situação embaraçosa.
Embora a frase tivesse soado casual, o olhar que ela dirigiu a William era profundamente sério.
No segundo seguinte, William a beijou.
Mas foi apenas um toque suave e fugaz.
Em seguida, ele afagou delicadamente os cabelos dela.
— Me chame de marido, e eu a deixarei em paz.
A voz grave e magnética sussurrou no seu ouvido, fazendo a temperatura de Deise subir imediatamente. As suas bochechas, sem dúvida, deviam estar em brasa.
O corpo de William, que ainda a pressionava, além de pesado e rígido, ardia em febre, irradiando um calor intenso.
Deise percebeu claramente que William estava lutando para conter e reprimir o próprio desejo.
No fundo, ela sabia que, independentemente de chamá-lo de "marido" ou não, ele não faria nada contra a sua vontade.
Se ele realmente quisesse avançar, não teria lhe dado apenas aquele beijo casto.
Ele agia assim exatamente pelo medo de perder o controle e, por isso, estava se reprimindo com tanto esforço.

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