Sylvia batia o pé de tanta raiva. Pegou o celular e pediu comida por aplicativo, mas a entrega foi barrada pela recepção lá embaixo.
— Se quiser beber alguma coisa, vá lá para fora. É proibido o consumo de bebidas por pessoas que não são funcionárias da empresa.
A recepcionista alertou Sylvia com um tom cheio de razão.
— Conta outra! Desde quando a Saúde Paiva Ltda. tem uma regra dessas?
Sylvia não conseguiu se segurar e começou a gritar.
— Exatamente depois que você roubou a fórmula do soro nutricional da nossa empresa. Foi aí que essa regra nova entrou em vigor.
Diante da resposta afiada da recepcionista, Sylvia abriu a boca, mas ficou sem palavras.
No fim das contas, ela acabou esperando na porta do escritório de Deise por longas três horas, exausta e morrendo de sede.
Três horas depois, a porta do escritório de Deise se abriu.
Finalmente se abriu.
E foi aberta pelo lado de dentro.
Sylvia olhou, incrédula, enquanto Deise saía da sala.
— Hum?
Deise franziu a testa, confusa ao ver Sylvia ali.
— O que você está fazendo aqui?
— Você! Sua...
Sylvia arregalou os olhos, apontando o dedo na cara de Deise.
— Você estava aí dentro?! E a sua assistente teve a cara de pau de me dizer que você tinha saído para resolver umas coisas?
Assim que Sylvia terminou de falar, a assistente de Deise, que estava logo ali, apressou-se em explicar:
— Eu só disse que a Diretora Paiva estava ocupada, em nenhum momento falei que ela tinha saído... A Diretora Paiva estava tirando o cochilo da tarde, e isso também é um compromisso!
Ouvir a desculpa da assistente quase fez Sylvia perder a cabeça de tanto ódio!
Ela tinha desperdiçado três preciosas horas esperando na porta do escritório, enquanto Deise estava, na verdade, tirando uma soneca!
— Vocês... Vocês estão passando de todos os limites!
Vendo o rosto de Sylvia vermelho de raiva, Deise deu de ombros, com total indiferença.

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