Rafael ficou atordoado.
Com os olhos arregalados, ele encarou Deise com um olhar confuso.
Durante todos esses anos, ele nunca havia parado para pensar nessa questão.
Naquele momento, quando caiu no lago, ele só pensava em sobreviver.
Ele se debateu furiosamente no início, mas a perda de temperatura corporal também foi rápida.
O fato era que ele não se lembrava de como havia sido salvo.
Mesmo recordando agora, a memória era turva e nebulosa.
No entanto, mesmo enevoada, a sua mente ainda retinha uma imagem —
Tinha sido Gregory quem o salvara.
— ... Eu não sei... Faz muito tempo... Mas...
Rafael gaguejou as palavras, voltando o seu olhar para Gregory.
— Deve ter sido o Gregory quem me salvou...
Ao ouvir as palavras de Rafael, Gregory soltou um leve suspiro de alívio.
— Deise...
Gregory olhou para Deise, com um sorriso falso estampado no rosto.
— Eu sei que, desde que você descobriu a traição de Palmiro, sempre guardou ressentimento contra a nossa Família Marques... Eu admito que foi o Palmiro quem errou com você no passado, mas na vida, as coisas devem ser tratadas separadamente...
— Você não pode jogar sujo comigo só porque foi decepcionada por Palmiro no passado!
— Sobre o assunto do soro e dos remédios para resfriado desta vez, eu já pedi desculpas e expliquei os motivos. Tanto eu quanto Rafael agimos apenas pela busca de justiça... E já pagamos o preço por isso.
— E você... não apenas usou a aquisição para nos fazer lutar um contra o outro, como agora está questionando o fato de eu ter salvo a vida do seu pai! Deise, não se pode ser tão ingrata na vida, concorda?
— Veja o que o seu próprio pai disse... Ele ainda se lembra, fui eu quem o salvou.

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