Mesmo tentando ao máximo conter suas emoções, a aura hostil que emanava dele era sufocante.
Deise franziu as sobrancelhas e piscou algumas vezes.
Embora não compreendesse muito bem o raciocínio do homem, resolveu seguir o jogo:
— Ah, é? E se... eu disser que realmente gosto de outra pessoa, o que você faria? Sairia do meu caminho para eu ser feliz?
— Jamais!
Num movimento repentino, William agarrou os ombros de Deise.
Embora as mãos dele fossem fortes, Deise não sentiu dor.
Sabia que ele estava controlando a própria força para não machucá-la.
O rosto de traços marcantes estava a centímetros do dela. O cenho franzido deixava transparecer a agressividade que carregava em sua essência.
Ele a fuzilava com os olhos, e o senso de posse que irradiava deles queimava como um incêndio implacável.
— Eu não vou forçá-la a nada... mas é inaceitável que eu simplesmente me afaste para deixá-la com outro...
Ouvir aquele tom de desespero e determinação fez com que os lábios de Deise se curvassem involuntariamente num sorriso.
Ela adorava presenciar aquele lado selvagem de William, lutando por ela a todo custo.
Ela entreabriu os lábios, mas antes que pudesse dizer algo, ouviu a pergunta mais absurda sair da boca dele:
— Deise, me diga... O que o Marcelo tem que é melhor do que eu?
Deise: ?????
Onde é que o Marcelo entrava nessa história?!
Ainda tentando processar a informação, ela viu William erguer o chaveiro.
— Esse chaveiro... foi o Marcelo quem te deu, não é?
Deise ficou atônita.
— Como você sabe disso?
Assim que ela perguntou, o belo rosto de William se contorceu em desgosto.
— Por que... você usa um chaveiro de casal com ele?
— Espere um minuto!
Deise o interrompeu no mesmo instante, adotando um semblante sério.

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