No entanto...
Marcelo estava realmente aflito.
Ele sempre fora uma pessoa com uma presença quase invisível.
Após a morte de seu pai, ao se deparar com Palmiro e Leonardo Fonseca, que se mostravam cada vez superiores a ele, sua autoestima despencou, tornando-o ainda mais retraído.
Agora, por mais que se esforçasse para marcar presença diante de Deise, ficava claro que, aos olhos dela, ele continuava não existindo.
Marcelo permaneceu de pé ali, em silêncio, até que Deise terminasse de beber toda a xícara de café.
— Marcelo...
Sendo chamado repentinamente pelo nome, Marcelo estremeceu e virou-se de imediato para olhá-la.
Deise ergueu o olhar, e os dois se encararam.
— Vamos jantar juntos depois do expediente, por minha conta.
Ao ouvir aquelas palavras, os olhos de Marcelo se iluminaram instantaneamente, brilhando como lâmpadas acesas.
— C-claro! Ah, não, quero dizer... Eu pago.
— Não, eu faço questão.
A atitude de Deise era irredutível.
— Então me espere na sua mesa depois que o expediente acabar!
— Ah... Tudo bem...
Marcelo assentiu. Ele nem soube como saiu do escritório de Deise e voltou para a sua própria mesa.
Sentia o coração bater acelerado, martelando o peito com cada vez mais força.
Por que Deise de repente o chamara para jantar?
Seriam... apenas os dois?
Faltavam algumas horas para o fim do expediente, mas, durante esse tempo, Marcelo esteve completamente com a cabeça nas nuvens, incapaz de se concentrar no trabalho.
A hora da saída finalmente chegou.
Marcelo se levantou e espiou em direção ao escritório de Deise.

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