— Me desculpe, eu assustei você...
William estendeu a mão naturalmente para Deise, puxando-a para um abraço caloroso.
Envolta pelo calor do corpo de William, o coração agitado de Deise começou a se acalmar gradualmente.
Ela havia pensado demais antes e acabou adormecendo em meio aos pensamentos.
— Tudo bem, a culpa não é sua...
Deise respirou fundo com força.
— Teve um pesadelo?
William perguntou em voz baixa.
— Hum...
Deise assentiu.
O sonho, embora parecesse falso, era extraordinariamente real.
Especialmente aquele caminhão acelerando na direção da sua mãe, e o sangue borrando a sua visão depois que ela foi arremessada longe.
Percebendo que Deise tremia levemente em seus braços, William a abraçou com ainda mais força.
— Não tenha medo... Eu estou aqui com você...
— Hum...
Deise assentiu novamente, fechando os olhos suavemente e se aninhando no abraço de William.
— Amor...
— Diga.
— Se eu te dissesse... que a minha mãe trabalhava com pesquisa e acabou sendo assassinada, você ainda me deixaria continuar nessa área?
Erguendo o rosto, Deise olhou para William e notou um leve traço de pânico nos olhos dele.
No entanto, aquele pânico desapareceu num piscar de olhos; Deise esfregou os olhos, achando que talvez tivesse se enganado.
Os olhos de William voltaram à serenidade habitual, calmos como o mar em uma noite de inverno sem vento.
— Você não está trabalhando com pesquisa agora!
Diante da resposta de William, Deise ficou um pouco perplexa e deu uma risada seca.
— É verdade!
William provavelmente não sabia que ela era "O Remédio de Schrödinger".
Muito menos saberia que, no atual projeto de medicamento para diabetes, uma parceria entre a Saúde Paiva Ltda. e a Bio Universo, era ela quem, na realidade, fornecia os planos de pesquisa para o Departamento de P&D.
Espreguiçando-se, Deise sentiu-se um pouco mais animada.
— Amor, que horas são? Você já jantou?
William deu uma olhada na hora e respondeu:

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